Wall Street Journal critica postura do governo Lula
- Redação
- 30 de jun. de 2025
- 1 min de leitura

Em uma coluna publicada neste domingo (30), o jornal norte-americano The Wall Street Journal lançou duras críticas à aproximação de governos de esquerda da América Latina com o regime iraniano, destacando entre eles o Brasil sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O texto, assinado por Mary Anastasia O’Grady, especialista em assuntos latino-americanos, destaca o risco geopolítico que essa reaproximação representa para a segurança regional. Segundo ela, após recentes ataques dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas, cresce a possibilidade de Teerã retaliar por meio de sua rede de aliados no continente americano.
Presença iraniana e histórico de violência
O’Grady relembra episódios que evidenciam a atuação de grupos ligados ao Irã na América Latina, como os atentados ocorridos em Buenos Aires nos anos 1990, atribuídos ao Hezbollah — grupo que recebe apoio iraniano. Ela também menciona a morte do promotor argentino Alberto Nisman em 2015, pouco antes de apresentar denúncias sobre um suposto acobertamento do envolvimento do Irã nesses ataques pela então presidente Cristina Kirchner.
Críticas à política externa do Brasil
No artigo, a colunista questiona a decisão do governo Lula de permitir a chegada de navios de guerra iranianos ao porto do Rio de Janeiro em 2023, interpretando o gesto como sinal de uma reaproximação estratégica com Teerã. Além disso, cita a nota do Itamaraty que condenou bombardeios contra o Irã realizados por Estados Unidos e Israel, o que, para ela, reflete uma posição simpática ao regime iraniano.
Venezuela e outros aliados regionais
A análise também chama atenção para a aliança entre o Irã e regimes autoritários da América Latina, como os de Venezuela, Cuba, Nicarágua e Bolívia.






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