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Batalhão sim,13º NÃO! Deputados do PL reagem a símbolo petista em Maricá

  • Editor
  • há 20 horas
  • 3 min de leitura

Deputados acusam governo do Rio de ceder a simbolismos partidários em troca de favores eleitorais .



A criação do 13º Batalhão da Polícia Militar em Maricá, município símbolo da hegemonia petista no Estado do Rio, virou um verdadeiro cabo de guerra político na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A polêmica não é apenas sobre segurança pública , é sobre símbolos, narrativa eleitoral e tentativa de influenciar votos em ano decisivo.


O governo estadual assinou o decreto oficializando o novo batalhão na última segunda-feira (26), com instalação prevista na Cidade da Segurança, no Parque Nanci. Até hoje, o policiamento em Maricá é feito pelo 12º BPM, sediado em Niterói. Entretanto, a escolha do número 13 para a nova unidade gerou revolta entre parlamentares da oposição conservadora, que veem nisso um gesto mais político do que operacional.


O deputado Rodrigo Amorim (PL), líder do governo na ALERJ, um dos principais críticos da decisão, foi direto na cobrança ao secretário de Polícia Militar e ao governador: acusou a escolha do número de ser uma provocação política e um “flerte com o PT” para colher votos na região. 

Nas suas palavras mais duras, Amorim afirmou:

“Caso a PMERJ não retroceda, apresentaremos um projeto de resolução para sustar os efeitos da decisão e, por lei, faremos a redesignação do novo batalhão.”
“A escolha é lamentável e inapropriada. Eleição não se disputa a qualquer custo. É inadmissível o flerte com o PT em troca da promessa de votos na região.” — Rodrigo Amorim, deputado estadual.

Essa declaração deixa claro que, para a bancada de direita, não se trata de questionar a segurança, mas de denunciar o uso político de uma instituição essencial como arma eleitoral do outro lado.


Governo tenta neutralizar críticas


Do lado do governo, o secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, e aliados tentam minimizar a controvérsia, afirmando que a criação do 13º BPM é um avanço técnico para reforçar a atuação da corporação no município.


“Estamos criando um equipamento público fundamental para a segurança pública. Com união e entendimento, conseguimos concretizar esse sonho de anos para o município. Quem ganha é a população”, disse Menezes em nota divulgada pela Prefeitura de Maricá.


A Polícia Militar chegou a justificar que a numeração segue regras internas e que o 13º foi escolhido simplesmente porque era um número vago após extinções de batalhões no Centro do Rio.


Para os deputados do PL, a questão é simples: Maricá já merecia reforço policial — nisso ninguém discorda — mas transformar isso em um palanque subliminar para o PT em ano eleitoral é inaceitável.


Maricá é hoje conhecida nacionalmente como um dos maiores redutos do petismo no Brasil — uma verdadeira “Cuba fluminense”, usada pela esquerda como laboratório ideológico a céu aberto. Governada há anos por aliados do PT, a cidade exibe símbolos políticos por todos os lados: prédios públicos tomados pela cor vermelha, políticas públicas carregadas de viés ideológico e homenagens explícitas a ícones do comunismo, como o hospital batizado com o nome de Che Guevara. Para a oposição, não se trata mais de mera coincidência, mas de um projeto político deliberado que transforma o município em vitrine de uma agenda de esquerda radical, distante das reais prioridades da população.


A bancada de direita já deixou claro: vai à luta na ALERJ para que valores institucionais e a segurança pública não sejam reféns de simbolismos partidários em ano de eleição. O embate promete continuar nos próximos dias no plenário da Casa.

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