UERJ inaugura banheiro "sem gênero"
- Redação
- 19 de jan.
- 2 min de leitura
Denominado "banheiro de todas" as pessoas, universidade ignora acessibilidade, exclui PCDs e prioriza pauta ideológica.

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) voltou a mostrar o quanto as universidades públicas brasileiras se distanciaram de sua função essencial. Em meio a problemas estruturais, críticas recorrentes à gestão e dificuldades enfrentadas por alunos e servidores, a instituição decidiu inaugurar um banheiro “sem gênero” no campus do Maracanã, uma medida de forte apelo ideológico, mas de nenhuma utilidade prática para a maioria da comunidade acadêmica.
O que chama ainda mais atenção é que o espaço, divulgado como símbolo de “inclusão”, não atende adequadamente às normas de acessibilidade, deixando de fora justamente as pessoas com deficiência. Ou seja, em nome de uma pauta identitária, a universidade exclui PCDs, um grupo que depende de adaptações reais, funcionais e previstas em lei para garantir o mínimo de dignidade no uso dos espaços públicos.
Enquanto cadeirantes enfrentam dificuldades de locomoção, faltam elevadores funcionando, banheiros adaptados e infraestrutura básica, a UERJ opta por investir em sinalizações ideológicas e experimentos sociais, alinhados ao discurso da militância progressista. Trata-se de uma escolha política clara, que revela onde estão onde estão e não estão as prioridades da administração universitária.
A iniciativa também reacende o debate sobre a imposição da chamada ideologia de gênero em instituições públicas, frequentemente sem consulta ampla à comunidade acadêmica e sem qualquer preocupação com impactos práticos, segurança ou privacidade. Tudo isso financiado com dinheiro do contribuinte, que espera ensino de qualidade, pesquisa séria e respeito às necessidades reais dos estudantes.
No fim, o banheiro “sem gênero” não representa inclusão, mas uma vitrine ideológica. Em vez de garantir direitos básicos a quem realmente precisa, a universidade prefere agradar grupos militantes, transformando a instituição em palco político e deixando de lado sua missão educacional.






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