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Verba milionária para respiradores na pandemia foi desviada para compra de carros e despesas pessoais, aponta PF

  • Redação
  • 29 de abr. de 2025
  • 1 min de leitura

A Polícia Federal identificou o uso indevido de quase R$ 49 milhões destinados à compra de respiradores durante a pandemia de covid-19. Os recursos foram repassados à empresa Hempcare pelo Consórcio Nordeste em abril de 2020, mas, segundo investigações, o valor foi desviado em um curto espaço de tempo e redirecionado a diversas pessoas físicas e jurídicas, alheias ao contrato.


O rastreamento bancário revelou que, em pouco mais de um mês, as contas da Hempcare foram praticamente esvaziadas. O dinheiro público foi pulverizado em transferências que levantaram suspeitas de um esquema de lavagem de dinheiro. Parte do valor foi usada para adquirir veículos de luxo, quitar faturas de cartão de crédito e até pagar mensalidades escolares.


De acordo com o inquérito da PF, os repasses incluíram a compra de um SUV Volkswagen Touareg, um caminhão Mercedes-Benz e um Mitsubishi ASX. Um dos envolvidos teria utilizado R$ 150 mil do montante para liquidar débitos no cartão de crédito. Outro trecho da investigação destaca que os pagamentos envolveram até a empresa Gespar Administração de Bens, usada como intermediária para cobrir despesas privadas, como as faturas de R$ 149 mil no cartão de uma das investigadas.


O contrato, firmado durante o auge da emergência sanitária, previa a entrega de respiradores pulmonares que nunca chegaram a ser fornecidos. Na época, o Consórcio Nordeste era presidido por Rui Costa, então governador da Bahia e hoje ministro da Casa Civil.


A PF agora aprofunda as investigações para identificar a totalidade dos envolvidos e os caminhos tomados pelo dinheiro público, que deveria ter sido usado para salvar vidas, mas acabou financiando gastos pessoais e aquisições de alto valor.

 
 
 

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