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PSOL quer Eduardo Bolsonaro preso por expor abusos do sistema

  • Redação
  • 14 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

O PSOL voltou a movimentar sua militância jurídica ao protocolar uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A legenda de extrema esquerda pede nada menos que a prisão preventiva do parlamentar, sob a alegação de que ele teria colaborado com um governo estrangeiro para "constranger a soberania nacional".


A acusação do PSOL gira em torno da atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde o parlamentar tem mantido diálogo com autoridades e veículos internacionais em defesa da democracia e da liberdade de expressão. Para o partido, no entanto, isso representaria uma espécie de “lobby” por sanções contra o Brasil — um argumento controverso e que ignora completamente o papel legítimo da oposição no debate internacional.


O estopim da ação seria a recente decisão do governo dos EUA de aplicar tarifas de 50% sobre exportações brasileiras, que o PSOL tenta, sem provas, vincular às declarações de Eduardo. A legenda vai além e afirma que o deputado teria "comemorado as sanções", além de fazer propostas legislativas como a anistia a presos políticos, incluindo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e a aprovação de leis que protejam a liberdade de expressão e combatam abusos de autoridade.


O documento enviado à PGR é recheado de termos como “cooperação com governo estrangeiro” e “sabotagem às bases econômicas”, além de sugerir que Eduardo estaria pressionando o país ao defender mudanças legislativas legítimas. O partido também pede a abertura de inquérito, a retenção do passaporte do deputado e medidas cautelares, tratando um parlamentar eleito democraticamente como se fosse um agente externo ou uma ameaça à segurança nacional.


Além disso, o PSOL tenta enquadrar Eduardo em crimes como atentado à soberania, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito — acusações genéricas e amplamente utilizadas pela esquerda para tentar deslegitimar opositores.


A representação solicita que o parlamentar seja investigado por possíveis crimes como:


Atentado à soberania nacional;


Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;


Golpe de Estado.


O PSOL também requer a abertura imediata de inquérito, retenção do passaporte de Eduardo Bolsonaro, adoção de medidas cautelares durante a investigação e eventual denúncia criminal ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso sejam identificadas evidências suficientes.


Defesa da liberdade e resistência ao autoritarismo


A denuncia é vista como uma ação de tentativa desesperada de intimidação política, num momento em que a esquerda perde força popular e busca criminalizar a atuação de parlamentares conservadores.


Até o momento, a PGR não se manifestou sobre o pedido.

 
 
 

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