PSOL apoia rapper filho do traficante Marcinho VP, nas redes sociais. “Estamos juntos”, diz Erika Hilton
- Redação
- 9 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) causou controvérsia ao declarar publicamente apoio ao rapper Oruam, filho do traficante Marcinho VP, conhecido por sua ligação com o Comando Vermelho. Em publicação nas redes sociais, Hilton se colocou “à disposição” para colaborar com o artista, que carrega no braço uma tatuagem do rosto de Elias Maluco — condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes — a quem Oruam chama de “tio”.
Oruam já enfrentou problemas com a Justiça, incluindo prisões por direção perigosa e por esconder um foragido. Suas composições mencionam diretamente o tráfico de drogas e fazem apologia ao pai, apontado como uma das principais lideranças do crime organizado no país.
Projeto do PSOL tenta proteger artistas com histórico criminal
O apoio a Oruam não é um caso isolado dentro do PSOL. O partido também patrocina o Projeto de Lei 2709/2025, que busca proibir restrições a artistas com base no conteúdo de suas músicas. A proposta surgiu em reação à chamada “Lei Anti-Oruam”, que visa impedir o uso de recursos públicos na contratação de funkeiros com histórico de apologia ao crime.
O PSOL adotou postura semelhante no caso do funkeiro MC Poze do Rodo, preso por envolvimento com o Comando Vermelho. Apesar das evidências e declarações do próprio artista, parlamentares como Talíria Petrone e Erika Hilton classificaram a prisão como fruto de “racismo institucional”.
Debate entre liberdade artística e apologia ao crime
O partido defende que essas manifestações culturais representam a expressão legítima das periferias urbanas, frequentemente marginalizadas. No entanto, especialistas e parte da opinião pública argumentam que esse tipo de discurso pode acabar normalizando o tráfico e conferindo legitimidade simbólica a práticas criminosas, sob o pretexto de defesa da cultura.






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