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O ‘estado vegetativo’ das Forças Armadas: Cortes Bilionários Deixam Defesa em Estado Crítico

  • Redação
  • 16 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

A nova tesourada de R$ 2,6 bilhões imposta ao Ministério da Defesa como parte do congelamento de R$ 31 bilhões no Orçamento — anunciado no final de maio — levou as forças militares a um estado descrito por seus comandantes como “vegetativo”. A situação escancara o descaso da gestão federal com a soberania nacional e a segurança pública.


Com orçamento cada vez mais comprimido, militares relatam que quartéis estão prestes a ter cortes de água e luz por falta de recursos para pagar as contas básicas. O combustível das aeronaves da Força Aérea Brasileira, que transportam inclusive as autoridades da República, também está no fim.


Segundo nota oficial do Ministério da Defesa, o corte compromete diretamente a manutenção e funcionamento de unidades militares, a modernização de equipamentos estratégicos, o abastecimento de combustíveis e até mesmo os estoques de munição. “A referida contenção impacta a capacidade operativa e de prontidão das Forças Singulares, bem como o cumprimento dos cronogramas contratuais pactuados no âmbito dos projetos de Defesa, o que pode gerar novos custos decorrentes de multas e repactuações”, diz o texto.


A medida revela o desmonte silencioso das estruturas militares em nome de um suposto “ajuste fiscal” que, na prática, tem servido apenas para preservar a máquina burocrática e os interesses políticos do Planalto. A prioridade parece ser manter o toma-lá-dá-cá com aliados e investir em narrativas ideológicas, enquanto o pilar da defesa nacional é negligenciado.

Parlamentares da oposição já alertam para os perigos dessa política. Sem preparo, sem manutenção e sem recursos, o Brasil corre o risco de ver suas Forças Armadas totalmente paralisadas — não por incompetência interna, mas por uma estratégia orçamentária que parece ter como alvo o esvaziamento de sua atuação e influência.


Em tempos de instabilidade regional, avanço do crime organizado e desastres ambientais cada vez mais frequentes, o país não pode se dar ao luxo de enfraquecer justamente aqueles que estão prontos para servir e proteger.

 
 
 

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