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“Nem na ditadura houve isso”, diz Marco Aurélio sobre abusos de Alexandre de Moraes contra Bolsonaro

  • Redação
  • 24 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

O ex-ministro do STF, Marco Aurélio Mello, fez duras críticas às medidas impostas por Alexandre de Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que a decisão de obrigá-lo a usar tornozeleira eletrônica é uma tentativa clara de humilhação política. Segundo Mello, a medida não se sustenta no Estado de Direito e expõe o Brasil a uma escalada autoritária protagonizada por setores do próprio Judiciário.


“O que se está fazendo é incompatível com a democracia. Estamos tratando um ex-presidente da República como se fosse um foragido da justiça. Isso não é razoável. Nem no regime militar houve algo semelhante”, declarou o ex-ministro em entrevista ao Estadão.

Mello também chamou atenção para a falta de clareza nas medidas cautelares impostas por Moraes, que limitam a liberdade de expressão de Bolsonaro e até de terceiros. “Nem a imprensa sabe o que pode publicar. Estão tentando calar vozes conservadoras, com medo da força popular que Bolsonaro ainda representa”, disse.


Para ele, o cerco judicial vai além da figura do ex-presidente: “Há um clima de intimidação. O uso político do Judiciário está passando dos limites. Isso deveria ser julgado em primeira instância, como manda a Constituição. O Supremo não pode virar tribunal de exceção.”

Ao comentar a conduta de Moraes, Mello ironizou: “Talvez só um psicanalista consiga explicar. Está passando do ponto.”


A fala de Marco Aurélio reforça o sentimento crescente entre apoiadores de Bolsonaro e defensores da liberdade de expressão: a perseguição política no Brasil está se tornando institucionalizada, colocando em xeque os pilares democráticos do país.

 
 
 

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