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Moraes nega pedido da defesa de Bolsonaro para exibir vídeos que expõem incoerências e fragilidades do sistema eleitoral;

  • Redação
  • 10 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura
Celso Vilardi, advogado de Jair Bolsonaro, segura lista de vídeos que pretendia exibir em audiência do STF - Gabriela Biló / Folhapress
Celso Vilardi, advogado de Jair Bolsonaro, segura lista de vídeos que pretendia exibir em audiência do STF - Gabriela Biló / Folhapress

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta terça-feira (10) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que fossem exibidos vídeos durante a audiência em que o líder conservador presta depoimento sobre as acusações de suposta tentativa de golpe em 2022.


A defesa havia reunido uma série de gravações com o intuito de reforçar a argumentação contra as denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República, que muitos consideram politizadas e sem provas concretas. O objetivo era contextualizar a preocupação histórica de Bolsonaro com a segurança das urnas eletrônicas — tema que, vale lembrar, é debatido no país há anos e que vai muito além da figura do ex-presidente.


Entre os vídeos selecionados, um datado de 2010 mostra o atual ministro do STF, Flávio Dino, alegando fraude no sistema eleitoral após perder as eleições para o governo do Maranhão. Anos depois, Dino viria a ser eleito, ocupar cargos no governo Lula e, por indicação política, assumir uma cadeira na Suprema Corte — o mesmo tribunal que agora julga Bolsonaro.


Outro vídeo, de 2012, mostra o próprio Dino fazendo críticas diretas ao sistema de urnas eletrônicas. A sequência de registros evidencia que a desconfiança sobre o modelo de votação brasileiro não é exclusividade da direita, tampouco um “delírio golpista”, como tentam rotular os críticos de Bolsonaro.


Já uma gravação de 2015 destaca a comemoração do então deputado Jair Bolsonaro e do então presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pela aprovação do voto impresso — mecanismo que garantiria maior transparência ao processo eleitoral e que, ironicamente, hoje é tratado por setores do Judiciário como ameaça à democracia.


Ao vetar a exibição dos vídeos, Alexandre de Moraes, que acumula a função de investigador, acusador e juiz no processo, mais uma vez impôs limitações à defesa de Bolsonaro, alimentando críticas sobre a parcialidade da Corte e o uso político do Judiciário contra adversários do sistema.

 
 
 

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