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Moraes aciona Banco Central para rastrear Pix ligados a Zambelli

  • Redação
  • 5 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura


A escalada de perseguição política contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) ganhou mais um capítulo nesta semana. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o Banco Central foi intimado a rastrear todas as transações via Pix recebidas pela parlamentar nos últimos 30 dias.

A decisão ocorre após Zambelli deixar o Brasil e tem como base um inquérito que investiga suposta "obstrução de Justiça" e "coação no curso do processo" — acusações genéricas frequentemente usadas para justificar ações autoritárias contra opositores do atual governo.

Moraes também determinou à Polícia Federal que passe a monitorar as redes sociais da deputada, além de autorizar notificações por e-mail e exigência de respostas por escrito, visto que Zambelli encontra-se fora do país. Ela teria passado por Argentina e Estados Unidos antes de seguir para a Itália, onde possui cidadania.


Deputada vira alvo internacional

A perseguição escalou a ponto de Moraes solicitar sua inclusão na lista de difusão vermelha da Interpol, o que transforma Zambelli, aos olhos do sistema internacional, em uma fugitiva. Tudo isso enquanto sua principal “transgressão” até agora foi denunciar abusos e se defender judicialmente de mais de 20 processos que correm contra ela — a maioria por questões de opinião ou posicionamento político.


Zambelli arrecadou cerca de R$ 285 mil em doações voluntárias feitas por apoiadores via Pix, justamente para cobrir custos dessas batalhas judiciais. Agora, mesmo a ajuda financeira de cidadãos comuns passa a ser alvo de rastreamento pelo Estado.


Condenação questionada

Em maio, a Primeira Turma do STF condenou Carla Zambelli a 10 anos de prisão. A sentença, vista por muitos como desproporcional, é mais um indício do endurecimento contra vozes da oposição conservadora.


Nikolas Ferreira e outros parlamentares reagem

Diversos parlamentares da direita classificaram a decisão como autoritária. “Estamos assistindo a um sistema que usa o Judiciário para perseguir politicamente opositores. Isso não é Justiça — é ditadura togada disfarçada”, afirmou um deputado bolsonarista, em reserva.

 
 
 

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