Líder comunitária que preparou visita de Lula à favela do Moinho é presa por ligação com o PCC
- Redação
- 8 de set. de 2025
- 2 min de leitura

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à favela do Moinho, em São Paulo, no fim de junho, expôs novamente a relação perigosa entre o petismo e personagens do submundo do crime. No palco ao lado de Lula estava Alessandra Moja Cunha, presidente da Associação da Comunidade do Moinho, agora presa na Operação Sharpe, do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Alessandra não era apenas uma “liderança comunitária”: segundo a investigação, ela comandava a extorsão de moradores e integrava a organização criminosa chefiada por seu irmão, Leonardo Monteiro Moja, o “Léo do Moinho”, apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região central da capital.
Foi justamente com essa associação que o ministro Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência) se reuniu para preparar a visita de Lula. Dois dias depois, o presidente discursou ao lado de Alessandra, que, na prática, blindava o território contra ações policiais e cobrava até R$ 100 mil em “multas” de famílias que desejassem deixar a comunidade.
Extorsão e lavagem de dinheiro
O MPSP aponta que Alessandra não apenas organizava protestos contra a polícia, mas também arrecadava propinas de famílias atendidas pelo programa habitacional do governo estadual. Nada era feito sem o pagamento à família Moja. O dinheiro, segundo a acusação, era recolhido e lavado sob seu comando.
Além dela, a própria filha, Yasmin Moja Cunha, também foi presa. Documentos revelam que Yasmin participou de reuniões com o governo federal sobre o destino da favela.
Condenação por homicídio
Apesar de ser tratada como representante legítima da comunidade, Alessandra já tinha passagem pela polícia: em 2015, foi condenada a oito anos de prisão por homicídio cometido em 2005, quando, junto à irmã, assassinou brutalmente uma mulher a facadas.
Mesmo com esse passado, o governo petista abriu espaço para que a criminosa dividisse o palco com o presidente da República.
Após a repercussão, o ministro Márcio Macêdo alegou que o encontro tratou apenas de “questões habitacionais”. A narrativa oficial tenta reduzir a situação a uma simples reunião com “lideranças locais”. Mas a realidade é que o governo Lula escolheu dialogar e até subir em palanque com quem, segundo a Justiça, explorava os próprios moradores e servia de braço para o crime organizado no coração de São Paulo.






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