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Sócio de Lulinha se mudou para a Europa quando Farra do INSS explodiu

  • Editor
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Empresário já teve o nome citado em outras investigações de grande repercussão e é figura conhecida no noticiário policial e político



O empresário Kalil Bittar, conhecido por ter sido sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deixou o Brasil e passou a viver na Europa justamente no período em que vieram à tona denúncias envolvendo a chamada “farra do INSS”, esquema que passou a ser investigado por órgãos de controle e pela Polícia Federal.


A informação foi revelada pela jornalista Andreza Matais, do site Metrópoles, e chamou atenção pelo timing da mudança: Bittar se estabeleceu na região de Lisboa enquanto o escândalo ganhava repercussão e novas revelações surgiam sobre possíveis esquemas de lobby, tráfico de influência e intermediação de negócios dentro do governo federal.


Embora a defesa afirme que Kalil Bittar não é alvo formal da investigação do INSS, seu nome aparece em relatos de bastidores, mensagens e depoimentos que indicariam articulações envolvendo empresários, lobistas e supostos facilitadores com trânsito em Brasília.


Canabidiol, lobby e o “Careca do INSS”


Segundo a apuração jornalística, Bittar teria sido procurado pela empresária Roberta Luchsinger e por um lobista conhecido como “Careca do INSS” para discutir negócios ligados à venda de canabidiol ao SUS. Em mensagens e relatos citados pela reportagem, há menções à suposta influência de Lulinha para abrir portas dentro do governo.


A defesa de Bittar sustenta que ele não levou o negócio adiante e nega qualquer participação em irregularidades. Ainda assim, o episódio reforçou questionamentos sobre a promiscuidade entre interesses privados e estruturas do Estado, especialmente em áreas sensíveis como saúde e Previdência.


Não é a primeira vez que o nome aparece


O caso do INSS não é o único em que Kalil Bittar surge associado a investigações de grande repercussão.


Em 2019, seu nome apareceu na Operação Mapa da Mina, um dos desdobramentos da Lava Jato. A investigação apurou repasses milionários envolvendo empresas de telecomunicações e a Gamecorp, companhia ligada a Lulinha. A Polícia Federal buscava esclarecer se havia justificativa econômica real para contratos e transferências financeiras.


Além disso, Bittar também foi citado na Operação Coffee Break, que investigou suspeitas de tráfico de influência e lobby no Ministério da Educação, com movimentações financeiras consideradas atípicas pelos investigadores. Novamente, a defesa negou irregularidades e afirmou que os valores recebidos seriam referentes a serviços lícitos.


Coincidências que se repetem


Embora não haja condenação contra Kalil Bittar, o histórico levanta dúvidas difíceis de ignorar:– proximidade com o núcleo familiar do presidente;– recorrentes menções em investigações federais;– negócios sensíveis envolvendo recursos públicos;– e, agora, a mudança para fora do país em meio a um novo escândalo.


Em qualquer democracia madura, esse conjunto de fatos seria suficiente para acender o sinal vermelho e exigir transparência total. No Brasil governado pelo PT, porém, o padrão parece se repetir: nomes próximos ao poder orbitam escândalos, mas raramente enfrentam consequências proporcionais.

Enquanto aposentados e pensionistas sofrem com filas, descontos indevidos e um INSS sucateado, personagens ligados ao alto escalão seguem fazendo negócios — agora, a partir da Europa.

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