Lula leva comitiva com 84 pessoas para Japão e Vietnã, gastando R$ 827 mil do dinheiro do povo
- Redação
- 9 de abr. de 2025
- 2 min de leitura

Em mais uma demonstração de desprezo pela austeridade fiscal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou no Japão e Vietnã acompanhado por uma numerosa comitiva de 84 pessoas, entre ministros, parlamentares aliados, sindicalistas e empresários. A "missão oficial", que ocorreu entre os dias 24 e 30 de março, consumiu mais de R$ 826 mil apenas em diárias, sem contar os altos custos com passagens aéreas internacionais.
Segundo dados apurados no Portal da Transparência e no Diário Oficial da União, os valores ainda são preliminares, já que ao menos 29 nomes da comitiva sequer tiveram seus gastos detalhados até o momento. Ou seja, o custo real da viagem tende a ser ainda maior do que o divulgado inicialmente.
Entre os que acompanharam Lula estavam figuras estratégicas da base aliada, como os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A presença maciça de lideranças sindicais e dirigentes de estatais levanta dúvidas sobre os reais interesses por trás da viagem: comércio exterior ou articulação política para manter apoio dentro do Congresso?
A Secretaria de Comunicação da Presidência foi o órgão que mais enviou integrantes à Ásia, com 11 representantes oficialmente registrados. Já a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), conhecida por seu histórico de aparelhamento ideológico, desembolsou cerca de R$ 130 mil em diárias para diretores, coordenadores e cinegrafistas.
Enquanto o país enfrenta desafios econômicos e milhares de brasileiros lidam com serviços públicos precários, o governo petista ampliou em 9% os gastos com diárias em 2024, atingindo a cifra de R$ 2,15 bilhões — o maior volume desde o governo Dilma Rousseff. Lula, desde que reassumiu o Planalto, já passou 96 dias fora do país, com destinos que incluem Uruguai, Ásia e, nesta semana, Honduras, onde participa da cúpula da Celac.
A primeira-dama Janja também esteve envolvida no giro asiático. Segundo ela, foi ao Japão antecipadamente com uma equipe de reconhecimento para “economizar passagem”. Apesar disso, viajou com assessores, cujas despesas ainda não constam no DOU. De lá, seguiu para Paris, onde, como revelou o site Poder360, os gastos com diárias de sua equipe ultrapassaram R$ 18 mil, mais uma conta enviada ao contribuinte.
Durante a passagem pela Ásia, Lula buscou promover acordos comerciais com o Japão e o Vietnã. Um dos principais anúncios foi a venda de 15 jatos da Embraer à companhia aérea All Nippon Airways, num negócio estimado em R$ 10 bilhões. No entanto, o foco da visita foi a tentativa de inserir a carne bovina brasileira no mercado asiático — uma pauta que ainda depende da análise de especialistas e trâmites técnicos.
Apesar do discurso do governo sobre supostos ganhos diplomáticos e comerciais, o custo elevado da comitiva e a recorrência das viagens internacionais do presidente reforçam críticas sobre a prioridade dada aos palanques externos em detrimento das urgências internas do país. Para muitos, essa agenda internacional tem servido mais como estratégia de marketing político do que como ferramenta real de desenvolvimento econômico.






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