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Lewandowski confirma que recebeu R$5 milhões por serviços para o Banco Master

  • Editor
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Assessoria disse que ele voltou a advogar para diversos clientes após deixar STF e parou quando virou ministro de Lula.



O escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu R$5 milhões do Banco Master por serviços de consultoria jurídica. 

A consultoria foi feita após indicação do senador Jaques Wagner (PT), segundo a jornalista Andreza Matai do Metrópoles.

‍O contrato previa pagamentos mensais de R$250 mil e foi assinado em 2023. O último pagamento foi feito em setembro do ano passado.

Em nota enviada ao G1, a assessoria de Lewandowski confirmou que ele prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco após deixar o STF:


"O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master".

No entanto, a assessoria afirmou que ele parou de trabalhar para o banco quando se tornou ministro do governo Lula:

"Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos".

Banco Master fechou contrato milionário com esposa de ministro do STF


Uma reportagem do jornal O Globo acusa Alexandre de Moraes de ter mantido conversas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Na época, o banco ainda buscava autorização do BC para ser comprado pelo Banco de Brasília (BRB). 


O caso ganhou ainda mais repercussão com a revelação de que o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, mantinha um contrato com o Banco Master. 


O acordo previa pagamentos mensais de R$3,6 milhões entre 2024 e 2027, totalizando cerca de R$130 milhões.


A ONG Transparência Internacional, que avalia o funcionamento de instituições públicas, divulgou diversas críticas à atuação de Moraes e sua esposa em suas redes sociais:

O contrato de 129M da esposa do min. Moraes com o Master é o mais escandaloso e grave caso de lobby judicial da história brasileira,” declarou em uma publicação.

Se não há registro de atuação de Viviane Barci junto ao BC, mas era o min. Moraes que intercedia diretamente com Galípolo por Vorcaro, os 129 milhões eram para pagar o serviço de quem?”

Em nota, o ministro afirmou que teve reuniões com o presidente do Banco Central, mas foram exclusivamente sobre a Lei Magnitsky, à qual ficou sujeito entre os meses de julho e dezembro:


"O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnitsky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú", diz a nota.


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