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Itamaraty se recusa a custear traslado de brasileira morta na Indonésia, mas já bancou gastos milionários.

  • Redação
  • 25 de jun. de 2025
  • 1 min de leitura

Família agradeceu as mensagens de apoio e as orações recebidas durante o período das buscas por Juliana | Reprodução/Instagram
Família agradeceu as mensagens de apoio e as orações recebidas durante o período das buscas por Juliana | Reprodução/Instagram

O Ministério das Relações Exteriores informou que não arcará com os custos para trazer ao Brasil o corpo da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, que morreu após cair em uma cratera no Monte Rinjani, na Indonésia, durante uma trilha no último sábado (21). Segundo o Itamaraty, o traslado de restos mortais de brasileiros falecidos no exterior deve ser custeado integralmente pela família — posição padrão, segundo a pasta.


Apesar da frieza burocrática na resposta, o caso reacende o debate sobre os critérios seletivos e ideológicos com os quais o governo brasileiro decide onde, quando e com quem gastar dinheiro público em operações internacionais.

A seletividade com que o Itamaraty atua revela o descompromisso da atual gestão com os brasileiros comuns. Enquanto artistas militantes, ativistas ideológicos e integrantes de movimentos alinhados ao governo recebem amparo até mesmo para retornar de eventos fracassados no exterior, cidadãos que pagam impostos e representam o Brasil de forma digna mundo afora não têm sequer o direito à dignidade no momento da morte.


Se o governo pode financiar ações políticas de afinidade ideológica, também poderia demonstrar empatia real — e não apenas protocolar — com uma jovem brasileira cuja história agora depende da solidariedade de anônimos. Afinal, a vida de um cidadão não deveria valer menos do que uma bandeira partidária.

 
 
 

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