Haddad Sai de Férias em Meio à Crise do IOF e Deixa Bomba Fiscal no Colo do Congresso
- Redação
- 16 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

Enquanto o Brasil debate o impacto do aumento do IOF e o desgaste crescente das medidas fiscais do governo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, decidiu tirar férias. Afastado até 22 de junho, Haddad se ausenta justamente no momento em que o Congresso pode derrubar, por pressão popular e política, o polêmico decreto que ele mesmo patrocinou.
As férias, antecipadas por questões administrativas ligadas ao banco de horas, foram oficializadas no Diário Oficial da União no dia 5 de junho. Haddad teria direito a 28 dias de descanso neste ano, mas precisou abrir mão do período entre 2 e 21 de janeiro para tratar do atraso no Orçamento de 2025 — outro ponto de crítica à desorganização fiscal do atual governo.
Com o titular fora do jogo, quem assume a Fazenda é o secretário-executivo Dario Durigan, nome pouco conhecido fora da bolha de Brasília. Ele terá que lidar com o desgaste da Medida Provisória 1.303/2025 e com o avanço do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que visa sustar o aumento do IOF — imposto que penaliza justamente quem movimenta crédito, câmbio e seguros no país.
Pressão do Congresso e articulação no desespero
A votação da urgência do PDL está marcada para esta segunda-feira (10) na Câmara dos Deputados. Se for aprovada por ao menos 257 votos, o texto pode ir direto ao plenário, pulando a análise nas comissões. É uma resposta política ao avanço de medidas que têm sido vistas como arbitrárias, recessivas e impopulares.
Diante da forte resistência dentro do Congresso, o presidente Lula convocou, no sábado (8), uma reunião de emergência no Palácio da Alvorada. Estiveram presentes o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), os ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil), além do deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara e hoje relator do projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda.
A conta não fecha
No discurso, o governo diz buscar justiça fiscal. Na prática, porém, a base aliada começa a ruir, especialmente entre parlamentares que não querem pagar o preço da impopularidade em ano pré-eleitoral. O recado do Congresso é claro: não vão aceitar mais aumentos de impostos para sustentar um governo que gasta mal, articula mal e se esconde nas folgas enquanto o país arde.
A ausência de Haddad nesse momento só reforça a impressão de que o governo perdeu o controle político da pauta econômica. E, mais uma vez, quem paga a conta é o cidadão comum.






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