Governo reduz verba para a alfabetização enquanto infla o Pé-de-Meia
- Redação
- 20 de jan.
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está aplicando uma escolha de prioridades que evidencia sua visão distorcida do papel do Estado: ao mesmo tempo em que dedica milhares de milhões de reais a um programa assistencialista e eleitoreiro, chamado Pé-de-Meia, o governo dilapida verbas essenciais para a alfabetização e outras políticas estruturantes da educação básica.
Os números não deixam dúvidas. Segundo dados oficiais da execução orçamentária de 2025, os recursos destinados à alfabetização caíram 42% na comparação com o ano anterior — de aproximadamente R$ 791 milhões para apenas R$ 459 milhões. O corte não é um acaso nem um detalhe técnico: trata-se de uma redução dramática em um setor que deveria ser prioridade para qualquer governo comprometido com o futuro do país.
Para piorar, o investimento direto do Ministério da Educação (MEC) em programas de tempo integral, outra frente fundamental para reduzir a desigualdade educacional e melhorar a aprendizagem, praticamente desapareceu. Isso ocorreu depois que o governo aprovou uma emenda constitucional que engessou parte dos recursos do Fundeb para essa política, obrigando as redes de ensino a recorrerem a verbas que já lhes eram garantidas por lei.
Enquanto isso, o pródigo Pé-de-Meia, idealizado e promovido por Lula como solução mágica para a retenção de estudantes no ensino médio, absorve cada vez mais espaço no orçamento, com previsão de gasto anual em torno de R$ 12 bilhões. Essa iniciativa — que paga bolsas e bônus a estudantes — pode até render manchetes otimistas, mas na prática desvia recursos de onde eles são realmente necessários: nas bases da educação.
Do ponto de vista técnico, a alfabetização é uma etapa tão fundamental que pesquisadores apontam que sem uma base sólida nos primeiros anos de estudo é improvável que políticas posteriores surtam efeito real. Mesmo assim, o PT preferiu priorizar um programa de consumo imediato, que tem forte apelo político e pouco impacto mensurável na qualidade de ensino.
O governo tenta justificar os cortes alegando dificuldades de consolidação dos números e a intenção de recompor recursos suprimidos na tramitação do orçamento. Mas a população sabe distinguir retórica de prioridades claras: quando se escolhe aumentar gastos em um programa assistencialista e reduzir verbas de alfabetização e de livros didáticos, o resultado é evidente — e preocupante.
Esse padrão se repete também no orçamento de 2026, aprovado pelo Congresso: há novas reduções em programas fundamentais como o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), alfabetização e até nas universidades federais, o que evidencia o desprezo do governo por políticas educacionais que geram resultados de longo prazo.
Em resumo: o governo Lula está transformando a educação em vitrine assistencialista, em vez de investir na base que de fato prepara cidadãos para competir, inovar e prosperar. A consequência pode ser o Brasil cada vez mais distante dos benchmarks educacionais internacionais, afundando em uma lógica de dependência e mediocridade promovida pelo próprio Estado.






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