Governo Lula se recusa a reconhecer PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas
- Redação
- 7 de mai. de 2025
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Durante reunião com representantes do governo americano nesta terça-feira (6), o Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Lula (PT) descartou a possibilidade de classificar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A posição foi passada a enviados da gestão Trump, que vieram ao Brasil discutir o enfrentamento ao crime organizado e a ampliação de acordos de cooperação internacional.
Enquanto os Estados Unidos vêm adotando uma postura firme ao tratar facções criminosas transnacionais como ameaças terroristas — a exemplo da Tren de Aragua, da Venezuela — o governo brasileiro preferiu seguir uma linha branda, tratando os grupos como meros “criminosos comuns” interessados apenas em lucro, mesmo diante de evidências crescentes de sua atuação armada, transnacional e violenta.
Na reunião, técnicos do MJSP argumentaram que a legislação nacional não permite tal classificação, uma vez que o terrorismo, segundo a lei brasileira, está associado a motivações ideológicas, religiosas ou raciais — excluindo, assim, grupos que atuam “apenas” por interesse financeiro. A decisão causou estranheza entre os americanos, que já haviam sido informados, por meio de um dossiê entregue pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), da ligação das facções com grupos como o Hezbollah.
O documento, elaborado pelas Secretarias de Segurança Pública do Rio de Janeiro e de São Paulo, aponta o envolvimento do PCC e do CV em atividades típicas de terrorismo, com forte estrutura armada, controle territorial, uso da violência como instrumento político e conexões internacionais perigosas.
Outro ponto levantado pelos enviados dos EUA foi a preocupação com a imigração ilegal e o tráfico transnacional — temas centrais da política de segurança americana. A tolerância do governo brasileiro diante da expansão dessas facções acende um alerta para os riscos que o país corre ao tratar com condescendência organizações criminosas cada vez mais sofisticadas e violentas.






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