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Governo Lula se Mobiliza para Proteger Irmão do Presidente em CPI que Investiga Fraudes no INSS

  • Redação
  • 4 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Aliados do presidente Lula (PT) já atuam nos bastidores para blindar Frei Chico, irmão do petista, e evitar sua convocação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará um esquema bilionário de fraudes no INSS. A estratégia também inclui impedir a quebra de sigilos do dirigente sindical, que é vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), entidade suspeita de envolvimento em descontos indevidos aplicados aos benefícios de milhares de brasileiros.


Mesmo sem ser oficialmente investigado, Frei Chico passou a ser alvo da oposição devido à sua relação direta com o sindicato, citado em investigações da Polícia Federal. O Sindnapi, que tem histórico de vínculos com o petismo, atingiu em 2023 um recorde na arrecadação de taxas descontadas diretamente dos benefícios dos aposentados. A explicação do sindicato — de que o aumento se deu pelo crescimento do número de associados e da “qualidade dos serviços” — não convenceu. Para a oposição, há indícios claros de uso político da estrutura sindical e favorecimento financeiro de dirigentes ligados ao governo.


Deputados da base governista já começaram a ensaiar o discurso de proteção. “Nossa estratégia será mostrar a verdade, que [Frei Chico] não tem nada a ver com o peixe”, declarou o deputado petista Alencar Santana (PT-SP), antecipando a narrativa que será adotada para tentar desqualificar as investigações.


A CPI será oficialmente formada após o recesso parlamentar, com o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do Planalto, à frente da presidência. O relator ainda não foi definido, mas o desenho da comissão levanta sérias suspeitas de aparelhamento. O PT indicou como membros titulares da comissão os deputados Alencar Santana e Paulo Pimenta, este último atual ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula. Como suplentes, foram nomeados Rogério Correia (PT-MG) e Orlando Silva (PCdoB-SP), reforçando o domínio governista sobre os rumos da investigação.


A composição da comissão e a pressa para proteger nomes próximos ao presidente reforçam o temor de que a CPI do INSS seja conduzida para blindar aliados, em vez de apurar com rigor os desvios que prejudicam diretamente aposentados e pensionistas brasileiros. Mais uma vez, o governo parece priorizar interesses políticos em detrimento da transparência e da responsabilidade com o dinheiro público.

 
 
 

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