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Governo Lula decide apoiar ação contra Israel por "genocídio" na Corte Internacional

  • Redação
  • 14 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura
Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira
Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu mais um passo polêmico no cenário internacional ao anunciar que o Brasil irá aderir à ação movida pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça da ONU, acusando Israel de genocídio na guerra contra o grupo terrorista Hamas, na Faixa de Gaza.


A declaração foi feita pelo próprio ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante entrevista à emissora Al Jazeera, conhecida por sua linha editorial crítica ao Ocidente e simpatizante de regimes islâmicos radicais. Questionado sobre o motivo de o Brasil ainda não ter formalizado apoio à ação, o chanceler respondeu: "Nós vamos. Estamos trabalhando nisso, e você terá essa notícia em muito pouco tempo."


Vieira argumentou que os "últimos desdobramentos" da guerra teriam motivado o governo brasileiro a se posicionar formalmente ao lado da África do Sul, país que tem liderado o processo jurídico contra Israel — um de seus poucos aliados democráticos no Oriente Médio.


A medida escancara o alinhamento ideológico do governo Lula com nações hostis a Israel e marca um distanciamento crescente do Brasil em relação a países democráticos do Ocidente, como os Estados Unidos, Reino Unido e a própria União Europeia, que, mesmo com críticas pontuais, reconhecem o direito de Israel se defender de ataques terroristas.

Israel anuncia plano humanitário e reforça segurança na Faixa de Gaza


Enquanto isso, o governo de Israel anunciou um plano para concentrar palestinos deslocados em uma chamada "cidade humanitária" em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, com o objetivo de garantir assistência, segurança e triagem adequada em meio ao conflito.


O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que detalhou os esforços para transferir temporariamente a população civil para uma área segura, com o apoio de organismos internacionais e sob controle militar externo para evitar infiltrações terroristas. A ação visa proteger civis enquanto o Exército Israelense continua sua ofensiva contra o Hamas, grupo terrorista responsável pelo massacre de 7 de outubro de 2023, que vitimou civis israelenses, mulheres e crianças.


O plano prevê infraestrutura para cerca de 600 mil palestinos em um primeiro momento, com ampliação gradual da capacidade. Katz reforçou que o objetivo é preservar vidas civis enquanto Israel combate o terrorismo islâmico, e que o local não será administrado por forças israelenses, mas sim por agências internacionais.


Especialistas em relações exteriores alertam que o Brasil, ao se posicionar como parte do processo, assume um lado no conflito e perde credibilidade como agente imparcial ou mediador, papel que tradicionalmente ocupava em instâncias multilaterais.




 
 
 

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