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Glauber Braga faz greve de fome após conselho de ética aprovar sua cassação

  • Redação
  • 9 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, a recomendação de cassação do mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ), acusado de quebra de decoro parlamentar após se envolver em um episódio de expulsão, com agressões físicas, de um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) dentro da sede do Legislativo. A decisão, aprovada por 13 votos a favor e 5 contra, agora será submetida ao plenário da Casa.


Em resposta à tramitação do processo, o deputado Glauber Braga anunciou publicamente que entrará em greve de fome até que o julgamento final ocorra. Segundo ele, trata-se de um protesto contra o que classifica como um processo conduzido de forma "parcial e política".


A medida mais severa contra Glauber ainda depende da votação em plenário, onde são necessários ao menos 257 votos entre os 513 parlamentares para que a cassação se efetive. O deputado ainda pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o que pode adiar o desfecho. Até o momento, não há data definida para a análise em plenário.


O parecer que embasou a recomendação de cassação foi elaborado pelo deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), relator do processo, que afirmou não ter dúvidas sobre a veracidade das agressões cometidas por Braga. A denúncia foi apresentada originalmente pelo Partido Novo.


Glauber, por sua vez, contesta tanto o conteúdo do relatório quanto a atuação do relator, a quem acusa de já ter “voto pronto” antes mesmo da tramitação completa do processo. O parlamentar também aponta interferência política na condução do caso, responsabilizando o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), por perseguição após denúncias feitas por ele sobre supostas irregularidades na distribuição de emendas parlamentares.


Em entrevista Glauber Braga afirmou que o processo de cassação tem motivações políticas e estaria sendo usado como instrumento para silenciar parlamentares críticos à gestão do chamado "orçamento secreto".

 
 
 

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