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Fundo ligado à família de Dias Toffoli envia R$ 33 milhões para paraíso fiscal

  • Editor
  • 20 de jan.
  • 1 min de leitura

Encerramento de fundo e envio de milhões para paraíso fiscal despertam atenção de órgãos de controle



Um fundo de investimentos ligado à família do ministro do STF Dias Toffoli encerrou suas atividades e transferiu R$ 33,9 milhões para uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um dos paraísos fiscais mais conhecidos do mundo. A movimentação financeira levanta sérios questionamentos sobre transparência e fiscalização.


A operação chamou atenção pela rápida e expressiva valorização das cotas do fundo, procedimento semelhante ao que está sendo investigado pela Polícia Federal no caso do Banco Master. A gestora responsável pelo fundo, inclusive, já é alvo de investigação.


Apesar da relevância do caso e do evidente interesse público, o ministro e seus familiares não se manifestaram. O silêncio reforça críticas recorrentes de que membros do Supremo Tribunal Federal não são submetidos ao mesmo nível de escrutínio imposto a políticos, empresários e cidadãos comuns.


Para setores conservadores, o episódio evidencia mais uma vez o problema do duplo padrão: enquanto o STF se apresenta como guardião da moralidade e da lei, operações financeiras envolvendo valores milionários e paraísos fiscais acabam tratadas com naturalidade quando orbitam o próprio Judiciário.


O envio de milhões para offshore não é crime por si só, mas exige explicações claras e imediatas, sobretudo quando envolve quem concentra poder, influência e decisões que afetam toda a sociedade brasileira.

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