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Forças Armadas em Modo de Sobrevivência: Lula Corta Verba das Forças Armadas

  • Redação
  • 4 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Em meio à promessa de ajuste fiscal, o governo federal anunciou um corte de R$ 2,6 bilhões no orçamento destinado às Forças Armadas, atingindo diretamente o Exército, a Marinha e a Força Aérea Brasileira (FAB). A medida integra o pacote de bloqueios orçamentários do Planalto para tentar cumprir as metas do novo arcabouço fiscal, revelado na última semana.


A decisão foi recebida com forte apreensão por oficiais-generais, que classificam o corte como mais severo do que o esperado. Segundo eles, a redução orçamentária ameaça diretamente a manutenção de operações estratégicas e pode forçar as Forças Armadas a operar em “modo de sobrevivência”, com sérias restrições de funcionamento.


Entre os impactos já mapeados estão a suspensão da compra de munições, redução no fornecimento de combustível para aeronaves e veículos blindados, além da possível paralisação de treinamentos e o adiamento de projetos de defesa considerados essenciais para a segurança nacional.


O Ministério da Defesa foi o segundo mais atingido pelo bloqueio de verbas discricionárias — ficando atrás apenas do Ministério das Cidades, que teve R$ 4,2 bilhões congelados. No total, o governo decidiu travar R$ 31,3 bilhões do orçamento federal.


A decisão levanta dúvidas sobre as prioridades do atual governo, que, enquanto enfraquece a capacidade de resposta das Forças Armadas, mantém gastos robustos em áreas ideologicamente alinhadas ao Planalto.


Durante a cerimônia do Dia do Exército, realizada em abril, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, já havia alertado para os riscos da falta de investimentos na área militar. Ele destacou a crescente instabilidade global e o aumento dos gastos com defesa em diversas nações como sinais de alerta para o Brasil.


“O mundo passa por transformações geopolíticas profundas e aceleradas. Em todas as regiões, os investimentos em defesa estão em expansão. Diante desse cenário, é fundamental que o Brasil reforce sua atenção à proteção dos brasileiros e à preservação dos ativos garantidos pela Constituição”, declarou o general.


O corte evidencia uma postura preocupante do governo federal, que parece desconsiderar o papel das Forças Armadas como pilares da soberania nacional, segurança pública e estabilidade institucional.

 
 
 

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