Flávio Bolsonaro diz que revelações sobre Mauro Cid enfraquecem delação e reforça pedido de anistia
- Redação
- 13 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à reportagem da revista VEJA que trouxe à tona supostas inconsistências no depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para o senador, as novas informações comprometem a validade da delação premiada e desmontam o que chamou de “farsa do golpe”.
“A verdadeira delação de Cid é: ‘Bolsonaro não faria nada’. É o fim da farsa. O único caminho agora é anistia ampla, geral, irrestrita e imediata”, escreveu Flávio em publicação nas redes sociais.
A reportagem divulgada pela VEJA aponta que Cid teria ocultado informações importantes durante seu depoimento à Justiça, incluindo o uso de um perfil falso nas redes sociais (@gabrielar702), com o qual teria mantido contato com aliados do ex-presidente e comentado sobre o andamento das investigações. Nas mensagens atribuídas a ele, há críticas ao ministro Alexandre de Moraes e menções ao que chamou de “narrativas” construídas contra Bolsonaro no processo que apura tentativa de golpe de Estado.
Ainda segundo a publicação, a omissão de informações por parte de Cid — especialmente o contato com investigados e a atuação online clandestina — pode configurar violação ao acordo de colaboração premiada, que exige que o delator fale a verdade e colabore integralmente com a Justiça.
Flávio também relembrou trechos do depoimento anterior de Cid à Polícia Federal, no qual o ex-militar afirmava que Bolsonaro não articulava golpe, mas buscava fundamentos jurídicos para questionar o resultado das eleições de 2022, alegando dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro também se manifestou após a divulgação da reportagem. Em nota, defendeu a anulação do acordo de delação de Cid e reforçou o pedido de liberdade para militares investigados.
“Essa delação precisa ser anulada. Braga Netto e os demais devem ser libertados imediatamente. Esse processo político, travestido de ação penal, precisa ser interrompido antes que cause danos irreversíveis ao Estado de Direito”, afirmou.






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