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Ex-assessor acusa Moraes de usar Justiça para calar críticos e promete explosivas revelações

  • Redação
  • 8 de ago. de 2025
  • 1 min de leitura

Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voltou a acusar o magistrado de utilizar o aparato judicial como instrumento de perseguição e intimidação contra críticos. A declaração foi feita nesta sexta-feira (8), após a negativa de Moraes a um pedido da defesa de acesso integral aos autos do processo em que Tagliaferro é investigado.


O ex-assessor é alvo de inquérito por suposta violação de sigilo funcional com dano à administração pública, relacionado ao caso conhecido como “Vaza Toga”. Segundo a defesa, documentos essenciais à ampla defesa, como o pedido da autoridade policial pelo bloqueio de bens, o parecer da Procuradoria-Geral da República, a decisão judicial de Moraes determinando o bloqueio e a confirmação do Banco Central sobre o cumprimento da medida, seguem inacessíveis.


Em nota, os advogados argumentam que o acesso é fundamental para apresentação de recursos. No entanto, Moraes indeferiu o pedido, alegando que ainda existem diligências em curso e que liberar os documentos neste momento comprometeria a investigação. “O deferimento do requerimento, neste momento investigatório, se revelaria absolutamente prematuro”, justificou o ministro.


Para Tagliaferro, o bloqueio de seus bens, incluindo ativos financeiros, chaves Pix e cartões de crédito, faz parte de uma estratégia para "calar judicialmente" aqueles que se atrevem a expor práticas abusivas de autoridades do Judiciário. Ele promete, inclusive, apresentar revelações sobre os bastidores do poder, agora que se encontra fora do país.


O caso reacende o debate sobre a transparência dos processos conduzidos por ministros do Supremo Tribunal Federal e o uso de medidas judiciais em situações que, segundo críticos, beiram a censura e a perseguição política.

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