Eduardo Bolsonaro é proibido de falar com o pai e diz que Moraes 'dobrou a aposta'
- Redação
- 18 de jul. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 27 de jul. de 2025

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a denunciar o que chama de perseguição política por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a decisão que proíbe o ex-presidente Jair Bolsonaro de manter contato com seus filhos Carlos e Eduardo, além de obrigá-lo ao uso de tornozeleira eletrônica, revela que Moraes “dobrou a aposta” após o apoio público de Donald Trump ao ex-chefe do Executivo brasileiro.
A declaração foi feita nas redes sociais, um dos poucos espaços em que os Bolsonaro ainda conseguem se manifestar sem interferência direta do Judiciário. “Alexandre de Moraes dobrou a aposta depois do vídeo do Bolsonaro ao @realDonaldTrump ontem”, escreveu Eduardo, que está sendo investigado pela Polícia Federal, em um inquérito que envolve sua atuação nos Estados Unidos — país onde se estabeleceu em março após relatar perseguição política no Brasil.
A reação do ministro Moraes acontece um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro publicar um vídeo de agradecimento a Donald Trump. O ex-presidente norte-americano saiu em defesa de Bolsonaro, classificando o julgamento contra ele como injusto e pedindo seu encerramento imediato. Em uma carta pública, Trump ainda anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, relacionando sua decisão ao tratamento que Bolsonaro vem sofrendo no país.
Enquanto isso, Carlos Bolsonaro também segue sob investigação por suposto envolvimento na chamada "Abin paralela", onde, segundo acusações ainda sem comprovação definitiva, teria disseminado informações falsas. A narrativa de perseguição ganha força entre apoiadores do ex-presidente, que veem nas medidas do STF uma tentativa de silenciar opositores políticos e interferir diretamente no processo democrático.






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