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Diplomacia fracassada: Venezuela ignora acordo e impõe tarifa de 77% sobre produtos brasileiros

  • Redação
  • 24 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

A aliança ideológica do governo Lula com a ditadura de Nicolás Maduro parece não render frutos ao Brasil. De forma arbitrária e sem qualquer aviso prévio, a Venezuela passou a cobrar tarifas de importação que chegam a 77% sobre produtos brasileiros, em clara violação ao Acordo de Complementação Econômica em vigor desde 2014.


O tratado proíbe a cobrança de impostos sobre a maioria dos itens comercializados entre os dois países, mas, mesmo assim, o regime chavista decidiu ignorar o compromisso firmado, penalizando diretamente produtores e exportadores brasileiros — especialmente no estado de Roraima, que depende fortemente do comércio com o país vizinho.


Só em 2024, Roraima já exportou cerca de R$ 799 milhões em produtos como farinha, margarina, cacau e cana-de-açúcar, todos teoricamente isentos de imposto. No entanto, a Venezuela decidiu impor unilateralmente uma tarifa de até 77%, demonstrando o desrespeito total às regras internacionais e à soberania comercial do Brasil.


A Federação das Indústrias de Roraima (Fier) e a Câmara de Comércio Brasil-Venezuela alertam para os impactos imediatos dessa ruptura, cobrando ações urgentes do governo brasileiro. O presidente da Câmara, Eduardo Ostreicher, afirmou que ainda não está claro se o golpe tarifário é resultado de erro técnico ou ordem deliberada do governo venezuelano — o que, neste caso, exigiria uma resposta diplomática firme.


Mas a reação de Brasília até agora tem sido tímida. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou que apenas “está dialogando” com Caracas e colhendo informações, enquanto os prejuízos aos produtores brasileiros se acumulam.


A situação escancara a fragilidade da diplomacia petista, que prefere bajular ditadores ao invés de defender os interesses do Brasil. O não reconhecimento da reeleição fraudulenta de Maduro por Lula, no ano passado, foi apenas um gesto isolado em meio à constante tentativa de reaproximação com regimes autoritários.


O episódio serve como alerta: quando o Brasil submete sua política externa a interesses ideológicos, quem paga a conta é o trabalhador brasileiro.

 
 
 

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