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Deputado italiano que denunciou Carla Zambelli acumula denúncias de autoritarismo e uso político da Justiça

  • Redação
  • 30 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

O nome do deputado italiano Angelo Bonelli, que recentemente ganhou holofotes no Brasil por ter denunciado à Justiça italiana a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), é envolto em uma série de polêmicas e acusações graves em seu próprio país — muitas das quais pouco conhecidas do público brasileiro.


Bonelli, que se apresenta como “ecologista” e defensor da justiça, é acusado na Itália de promover uma verdadeira judicialização da política, usando o Ministério Público como extensão de seu ativismo radical. Por conta disso, ganhou na imprensa o apelido de "rei dos esposti" (rei das denúncias), tamanha é sua obsessão por acionar a Justiça contra adversários políticos, inclusive por divergências ideológicas.


Autoritário e centralizador

O comportamento autoritário de Bonelli não é novidade na Itália. Em 2023, sua colega de partido e ex-coporta-voz Eleonora Evi renunciou ao cargo com uma denúncia pública devastadora: classificou o Europa Verde — partido liderado por Bonelli — como uma estrutura patriarcal, de fachada democrática, em que mulheres eram usadas como “vitrine” para camuflar um controle pessoal e autocrático do líder.


Em carta aberta, Evi afirmou:

“Cada vez que ousava discordar, era tratada como ingrata. O partido virou um culto à personalidade de Bonelli, com decisões tomadas de cima para baixo.”


O inquisidor de toga

Além de enfrentar denúncias internas de autoritarismo, Bonelli virou piada entre analistas políticos italianos por transformar sua atuação parlamentar em uma série infinita de denúncias judiciais. A cada nova controvérsia, ele apresenta “esposti” (representações formais) a procuradorias italianas — de ministros do governo ao projeto do túnel de Messina, de jornalistas a prefeitos.


O jornal La Voce del Patriota ironizou sua atuação:

“Bonelli quer ver seus adversários atrás das grades. Não por justiça, mas porque seria uma vitória política.”


Para a direita italiana e para parte da imprensa independente, Bonelli age como um inquisidor moderno, incapaz de debater no Parlamento e viciado em judicializar tudo aquilo com que discorda. Como define o jornal Il Giornale, ele é um “garantista seletivo”, que exige justiça para si e censura para os outros.


O uso político da denúncia contra Zambelli

Ao denunciar Zambelli na Itália por “apologia ao fascismo” — com base em falas vagas sobre moralidade e direito à legítima defesa — Bonelli parece seguir o mesmo script: usar o sistema judiciário para censurar conservadores, criminalizando o pensamento de direita sob o pretexto de combater o extremismo.


Chama atenção o silêncio seletivo de Bonelli diante de discursos violentos de setores da esquerda europeia ou de manifestações reais de intolerância contra cristãos, como os incêndios em igrejas cometidos por grupos anarquistas — aos quais jamais apresentou qualquer esposto.


A hipocrisia da esquerda “verde”

Angelo Bonelli representa uma esquerda europeia que, sob o disfarce de ambientalismo, promove uma agenda autoritária, intolerante e censora.

Um líder que:


  • silencia mulheres dentro do próprio partido;

  • transforma o Judiciário em palanque ideológico;

  • tenta usar a lei italiana para calar uma deputada brasileira eleita com mais de 900 mil votos.


Se a justiça italiana quiser investigar algo com seriedade, deveria começar pelas práticas políticas abusivas do próprio Bonelli.


 
 
 

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