Deputada Erika Hilton (PSOL-SP) é denunciada por usar dinheiro público para bancar maquiadores
- Redação
- 24 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

Parlamentares da oposição protocolaram nesta terça-feira (24) uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), após virem à tona denúncias de que a congressista estaria utilizando verba pública para empregar profissionais de maquiagem em seu gabinete.
Uso questionável de recursos parlamentares
De acordo com informações do portal Metrópoles, Erika Hilton contratou dois maquiadores como se fossem secretários parlamentares. Os profissionais foram registrados oficialmente com cargos e salários pagos com dinheiro do contribuinte:
Ronaldo Hass, contratado desde 6 de maio de 2024, recebe R$ 9.678,22 por mês.
Índy Montiel, admitido em 9 de junho de 2025, ganha mensalmente R$ 2.126,59.
O problema, apontam os denunciantes, é que esses funcionários não estariam exercendo funções técnicas ou administrativas compatíveis com os cargos. Nas redes sociais, ambos publicam com frequência registros de serviços de maquiagem realizados para a deputada, evidenciando um possível uso indevido de verba pública para fins pessoais e de imagem.
Base conservadora reage
Parlamentares alinhados à base conservadora, incluindo nomes da bancada bolsonarista, também acionaram o Ministério Público Federal (MPF) para investigar o caso como possível ato de improbidade administrativa.
O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), um dos autores das representações, declarou que a prática fere os princípios constitucionais que regem a administração pública, como legalidade, impessoalidade e moralidade. “Trata-se de uma afronta à seriedade que se espera de um parlamentar. É inaceitável que o dinheiro do pagador de impostos sirva para custear serviços de maquiagem enquanto o país enfrenta tantos problemas reais”, afirmou.
Pedido de cassação e investigação
A oposição pede que Erika Hilton responda no Conselho de Ética por desvio de finalidade e que haja a cassação de seu mandato, além de responsabilização no âmbito do MPF. A representação pede também o ressarcimento dos valores pagos aos profissionais, caso se confirme a utilização irregular dos recursos públicos.
O caso reacende o debate sobre o uso da estrutura do Congresso para autopromoção e privilégios, num momento em que o Brasil exige mais responsabilidade, austeridade e seriedade de seus representantes.






Comentários