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Deputada Erika Hilton, do PSOL, usa dinheiro público para bancar cirurgia no nariz

  • Redação
  • 26 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), conhecida por defender pautas progressistas e por críticas constantes à gestão de recursos públicos em outras esferas de governo, foi reembolsada pela Câmara dos Deputados em R$ 24,7 mil após realizar uma cirurgia no nariz, em fevereiro deste ano. O procedimento, chamado de rinosseptoplastia, teve parte do valor pago com dinheiro do contribuinte, sob a justificativa de “necessidade médica extrema”.

Enquanto isso, o sistema de saúde pública segue enfrentando filas e deficiências em todo o país — especialmente para cirurgias funcionais similares, muitas vezes negadas ou adiadas para brasileiros comuns.


Notas fiscais e divisão de custos

Erika Hilton apresentou três notas fiscais para justificar os custos: uma delas, no valor de R$ 26 mil, referia-se à parte “médica” do procedimento e foi parcialmente reembolsada. As outras duas, que somam R$ 22 mil, dizem respeito à parte estética da cirurgia — essas, segundo a deputada, foram custeadas do próprio bolso.


Apesar disso, a operação como um todo envolveu cirurgiões plásticos e especialistas em estética, o que levanta dúvidas sobre onde exatamente termina o procedimento funcional e começa a intervenção estética.


Médicos e justificativa

A parte funcional foi realizada por uma especialista em otorrinolaringologia, enquanto a parte estética contou com um cirurgião plástico. Erika alegou que sofria com infecções de repetição e resistência a antibióticos, o que teria motivado a cirurgia.


Discurso e prática

A atitude da deputada escancara a incoerência entre o discurso e a prática: enquanto o PSOL e a própria Erika Hilton fazem campanha contra privilégios da classe política, na prática utilizam os mesmos mecanismos que tanto criticam para bancar despesas pessoais — ainda que sob o pretexto de necessidade médica.


Em tempos de crise econômica e aumento da desconfiança do eleitorado nas instituições, atitudes como essa reforçam a percepção de que muitos parlamentares continuam distantes da realidade da população que dizem representar.


As informações foram reveladas pela coluna de Andreza Matais, no portal Metrópoles.

 
 
 

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