Censo Escolar revela queda nas matrículas de educação básica
- Redação
- 10 de abr. de 2025
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Os números mais recentes do Censo Escolar 2024, divulgados nesta quarta-feira (9) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Inep, revelam uma queda nas matrículas da educação básica no Brasil.
Segundo o levantamento, o número total de alunos matriculados nas redes pública e privada caiu de 47,3 milhões em 2023 para 47,1 milhões em 2024 — uma retração de 0,5%.
Um dado que chama atenção é a força da rede privada, responsável por mais de 20% das matrículas, o que equivale a 9,5 milhões de alunos. O Distrito Federal lidera com a maior proporção de estudantes no ensino privado (32,3%), seguido por Rio de Janeiro (30,9%) e São Paulo (25,4%). No outro extremo, o Acre apresenta apenas 5,7% das matrículas nessa rede.
A confiança das famílias na educação privada, mesmo diante das dificuldades econômicas do país, reforça a percepção de que o setor público — especialmente sob a atual gestão — não tem conseguido garantir qualidade e estrutura adequadas para o ensino básico.
Além dos números negativos, o relatório também escancara o atraso do MEC na divulgação dos dados. Previsto para o final de janeiro, o Censo só foi divulgado mais de dois meses depois. Essa não é uma situação isolada: o governo Lula (PT) também está atrasado na publicação dos resultados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), ambos referentes ao ano de 2023 e com previsão original de divulgação em agosto do ano passado.






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