Caiado detona Lula: "É o representante de um narcoestado ajoelhado ao PCC"
- Redação
- 9 de jul. de 2025
- 2 min de leitura

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), fez duras e contundentes críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após vir à tona que membros do governo federal estiveram reunidos com uma entidade diretamente vinculada ao crime organizado. Em entrevista nesta terça-feira (9), Caiado não hesitou em classificar o atual chefe do Executivo como “representante de um narcoestado”, denunciando o que considerou mais uma prova da aliança entre o petismo e facções criminosas.
A revolta do governador foi motivada por revelações de que integrantes do governo Lula participaram de articulações com a Associação da Comunidade do Moinho, entidade sediada em uma região controlada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), a mais perigosa facção criminosa do país. Segundo o Ministério Público de São Paulo, o local já foi utilizado como ponto de armazenamento de drogas, e documentos comprovam que a sede da associação foi cenário de apreensões de entorpecentes pela Polícia Civil.
“Lula não representa os brasileiros de bem. Ele representa um narcoestado implantado com sua conivência. Essa articulação com uma entidade ligada ao PCC não é só imoral, é criminosa”, disparou Caiado.
O governador foi além:
“Lula se ajoelhou para o crime organizado. Com essa associação, ele se torna um réu confesso moralmente. É a personificação de um presidente que troca o povo pelo tráfico, a justiça pela bandidagem.”
A associação em questão é presidida por Alessandra Moja Cunha, condenada por homicídio, irmã de Leonardo Moja, conhecido como “Léo do Moinho”, líder do tráfico na região, atualmente preso. A organização, com histórico criminal, serviu de interlocutora entre o governo federal e a comunidade para organizar a visita de Lula ao local.
Dois dias antes da ida de Lula à Favela do Moinho, em São Paulo, o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, esteve no local em reunião com a associação. Durante o evento, Lula anunciou a realocação de 900 famílias para transformar a área em um parque — uma pauta que, segundo o governo, teria “viés social e habitacional”.
Mas para Caiado e outros líderes da direita, o encontro é símbolo da rendição institucional à criminalidade.
“Não existe Estado Democrático de Direito onde o crime dá as ordens. Não existe paz, nem futuro, onde narcotraficantes viram interlocutores oficiais do governo”, declarou.
Em nota, a Secretaria de Comunicação (Secom) tentou justificar o episódio, dizendo que “a interlocução com representantes comunitários é prática essencial” e que o governo atua com “compromisso com a inclusão social”. Porém, as ligações diretas da entidade com o tráfico tornam essa justificativa frágil e alarmante, na visão de especialistas em segurança pública.
“A verdade é que Lula nunca representou os pobres. Ele usa os mais vulneráveis como escudo enquanto governa para os poderosos e agora, claramente, para os criminosos. Seu governo virou refém dos lobbies e cúmplice da bandidagem”, concluiu Caiado.
O episódio reacende o alerta sobre o uso político das estruturas do Estado por parte do PT, e aproxima perigosamente o Brasil de um modelo de governo alinhado a ditaduras bolivarianas e narco-regimes latino-americanos.






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