Bolsa de grife supera patrimônio declarado ao TSE por Erika Hilton
- Redação
- 8 de jul. de 2025
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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), conhecida por seu discurso combativo contra a elite e em defesa dos “oprimidos”, virou alvo de críticas nas redes sociais após ser flagrada com uma bolsa de grife avaliada em R$ 24,7 mil — valor que supera o total de bens que ela mesma declarou à Justiça Eleitoral em 2022.
A imagem da parlamentar, publicada com a legenda “belíssima e preparada para enfrentar os retrocessos deste Congresso”, foi rapidamente espalhada pela internet, gerando indignação entre internautas. Muitos apontaram a contradição entre o discurso de militância popular e o consumo de artigos de luxo, como a bolsa da renomada marca Bottega Veneta.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Hilton declarou possuir apenas R$ 19.989,96 em bens no ano em que se elegeu. Desse total, apenas R$ 4,51 estavam em conta corrente, enquanto o restante estava investido em aplicações de renda fixa. A origem da bolsa não foi esclarecida — há especulações de que poderia se tratar de um presente, empréstimo ou ação promocional com a marca, já que Hilton participou de evento da Bottega Veneta em 2023. Ainda assim, não houve qualquer manifestação oficial sobre a posse do item nem atualização patrimonial posterior.
O caso reacendeu o debate sobre a coerência ética de parlamentares da esquerda que, ao mesmo tempo em que pregam igualdade e atacam o consumo ostentatório, circulam com símbolos de luxo e exclusividade. A indignação nas redes sociais cresceu principalmente entre conservadores e liberais, que veem no episódio mais um exemplo da chamada “esquerda caviar” — representantes do povo que vivem como elite, mas discursam como revolucionários.






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