Assessores de Dino acessam 130 vezes sistema da PGE em ‘possível atuação criminosa’
- Nathy Souza

- 1 de abr. de 2025
- 2 min de leitura

Uma grave denúncia de uso indevido de informações sigilosas vem chamando atenção no cenário político. Dois assessores do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, acessaram 130 vezes, de forma considerada indevida, o sistema interno da Procuradoria-Geral do Estado do Maranhão (PGE-MA), onde ambos estão licenciados. O procurador-geral do estado, Valdênio Caminha, formalizou a denúncia ao STF, apontando uma "possível atuação criminosa" por parte dos envolvidos.
De acordo com o documento encaminhado ao STF, os assessores identificados como Túlio Simões e Lucas Souza realizaram os acessos em 20 de fevereiro, utilizando computadores do próprio Supremo. O objetivo, segundo Caminha, seria obter informações para fundamentar uma ação judicial que beneficiaria um aliado político de Dino. A denúncia sugere uma interferência indevida no sistema público, levantando sérias dúvidas sobre a ética e a legalidade da conduta dos auxiliares do ministro.
A polêmica se agrava com a suspeita de que os documentos obtidos pelos assessores tenham sido repassados a um escritório de advocacia ligado ao partido Solidariedade. O diretório estadual da legenda é presidido pela irmã do deputado estadual Othelino Neto, casado com a senadora Ana Paula Lobato, suplente de Dino e atual titular no Senado. O Solidariedade move ação contra o governador Carlos Brandão, ex-aliado de Dino, acusando sua gestão de nepotismo.
Curiosamente, um dia após os acessos ao sistema da PGE-MA, o partido entrou com um pedido no STF para afastar o próprio procurador-geral do estado, alegando que ele teria descumprido decisões judiciais relacionadas à exoneração de servidores.
Diante da gravidade das acusações, a sociedade aguarda uma resposta das instituições competentes. Os assessores negam qualquer irregularidade e alegam que os documentos acessados são públicos. Já Flávio Dino e o STF mantêm silêncio sobre o caso. A situação reforça preocupações sobre o uso de cargos públicos para fins políticos e a necessidade de maior transparência nos trâmites internos da Suprema Corte.






Comentários