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Vorcaro escreveu para Alexandre de Moraes no dia em que foi preso: ‘Conseguiu bloquear?’

  • 5 de mar.
  • 2 min de leitura

Perícia da PF revela mensagens apagadas e contatos frequentes entre ministro do STF e banqueiro preso em aeroporto; "visualização única" impediu acesso ao teor das respostas.



Mais uma revelação bombástica traz à tona a estranha proximidade entre membros do Judiciário e figuras investigadas, alimentando o sentimento de indignação de milhões de brasileiros que clamam por transparência e imparcialidade. Segundo informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, uma perícia da Polícia Federal no iPhone do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelou que ele trocou mensagens diretas com o ministro Alexandre de Moraes no exato dia em que foi preso.



Os registros mostram que, na manhã de 17 de novembro — poucas horas antes de ser detido pela PF no aeroporto de Guarulhos enquanto tentava embarcar para o exterior —, Vorcaro enviou uma mensagem via WhatsApp ao ministro com um tom de extrema urgência: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.


O que mais chama a atenção no episódio é o "modus operandi" das respostas. Logo após a pergunta do empresário, o histórico registra três mensagens enviadas pelo ministro Moraes utilizando o recurso de visualização única. Essa ferramenta, que apaga o conteúdo automaticamente após a leitura, impediu que os peritos da PF tivessem acesso ao teor do que foi respondido pelo magistrado, levantando sérias dúvidas sobre o que estaria sendo tratado nas sombras.


Além das mensagens do dia da prisão, a perícia localizou outro contato entre o banqueiro e o ministro datado de 1º de outubro de 2025, cujo conteúdo também "desapareceu" do aparelho. O histórico do celular ainda aponta a existência de chamadas telefônicas entre os dois, evidenciando um nível de intimidade que choca quem espera neutralidade da Suprema Corte.


Enquanto a militância conservadora e parlamentares de direita denunciam o que chamam de "ativismo judicial" e relações perigosas, a assessoria do STF limitou-se a negar os fatos, classificando as informações da perícia como "ilação mentirosa" e "ataque ao Supremo". Entretanto, os dados extraídos pela própria Polícia Federal estão no processo, reforçando a urgência de uma fiscalização rigorosa sobre a conduta de ministros que, para muitos brasileiros, parecem agir acima da lei.

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