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Tá doendo no bolso: no governo Lula, comida ficou mais cara e salário encolheu

  • Redação
  • 15 de jan.
  • 2 min de leitura

Comparação entre 2019 e 2024 mostra que, apesar do aumento do salário mínimo, o preço da comida avançou mais rápido e passou a consumir uma fatia maior da renda do trabalhador brasileiro.


Enquanto o governo federal insiste em falar em valorização do salário mínimo, a realidade enfrentada pela população no supermercado mostra um cenário bem diferente. Uma comparação direta entre 2019 e 2024 revela que, apesar do aumento nominal do salário, o custo da cesta básica cresceu em ritmo muito mais acelerado, reduzindo o poder de compra do trabalhador.


Em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, o salário mínimo era de R$ 998, enquanto a cesta básica em São Paulo custava cerca de R$ 506. Na prática, o trabalhador comprometia pouco mais da metade do salário para garantir a alimentação básica do mês.


Já em 2024, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o salário mínimo passou para R$ 1.412, mas a cesta básica saltou para aproximadamente R$ 841. Ou seja, mesmo com o reajuste anunciado pelo governo, a comida passou a consumir uma fatia muito maior da renda mensal.


A conta não fecha no supermercado

O gráfico comparativo entre os dois períodos é claro:

  • O salário mínimo aumentou cerca de R$ 414 entre 2019 e 2024.

  • No mesmo intervalo, a cesta básica subiu mais de R$ 330.


Na vida real, isso significa menos dinheiro sobrando para aluguel, transporte, energia elétrica, água e outros gastos essenciais. O trabalhador não vive de discurso, vive de compra no caixa do mercado.


Discurso social x realidade econômica


O atual governo tenta sustentar a narrativa de preocupação social, mas os números mostram que o brasileiro comum está mais pressionado. O aumento do salário mínimo não se traduziu em ganho real suficiente para proteger a população da alta dos preços, especialmente dos alimentos, que pesam mais justamente no orçamento dos mais pobres.


Diferentemente do que se tenta vender politicamente, o gráfico deixa evidente que o poder de compra não acompanhou o custo de vida. A sensação de empobrecimento não é percepção subjetiva, é matemática básica.

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