PL estuda chapa 100% bolsonarista para Governo e Senado no Rio
- 20 de jul.
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Desgaste de antigos acordos com União Brasil e PP fortalece, nos bastidores, a defesa de uma composição exclusivamente liberal para o Governo do Estado e para as duas vagas ao Senado.
Selo Editorial: Redação Jornal 01 | Por Thiago Oliveira

RIO DE JANEIRO — As recentes mudanças no cenário político fluminense reacenderam um intenso debate dentro do Partido Liberal (PL) sobre a estratégia para as eleições estaduais de 2026. Nos bastidores da legenda, cresce a pressão para que o partido abandone definitivamente a composição inicialmente desenhada com a federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) e lance uma chapa integralmente formada por filiados do próprio PL.
A articulação original previa uma ampla aliança. O PL indicaria o candidato ao Governo do Estado, o PP ficaria responsável pela indicação do vice-governador e as duas vagas ao Senado seriam divididas entre PL e União Brasil. Na configuração inicial, o então governador Cláudio Castro aparecia como principal nome liberal para o Senado, enquanto Márcio Canella seria o representante do União Brasil na segunda vaga.
Entretanto, o cenário sofreu uma reviravolta nas últimas semanas. Cláudio Castro deixou de ser o principal nome para a disputa ao Senado após o avanço das investigações relacionadas ao caso Banco Master, enquanto Márcio Canella passou a enfrentar forte desgaste político após ser alvo de uma operação da Polícia Federal. Apesar de posteriormente ter sido colocado em liberdade, sua situação provocou uma reavaliação dentro do próprio PL sobre a viabilidade política da aliança.
Com a saída dos dois principais nomes previstos no acordo original, o senador Carlos Portinho passou a ser escolhido pelo PL para disputar uma das vagas ao Senado. Paralelamente, o deputado federal Carlos Jordy permanece entre os nomes mais lembrados por lideranças da legenda para ocupar a segunda vaga, fortalecendo a hipótese de uma chapa exclusivamente liberal.
Nos bastidores, dirigentes avaliam que a manutenção da composição com partidos aliados tornou-se mais complexa. Além do desgaste envolvendo o União Brasil, o PP também não consolidou a participação prevista na chapa majoritária, ampliando a discussão sobre uma candidatura "chapa pura", com governador, vice-governador e os dois candidatos ao Senado pertencentes ao PL.
A defesa dessa estratégia é apresentada por seus apoiadores como uma forma de reduzir conflitos internos, facilitar a coordenação da campanha e evitar que eventuais crises envolvendo partidos aliados contaminem o projeto eleitoral do PL no estado. Para esse grupo, uma chapa formada exclusivamente por integrantes da legenda permitiria maior unidade de discurso durante a campanha e diminuiria os riscos políticos decorrentes de negociações partidárias.
Por outro lado, analistas políticos observam que a eventual ruptura definitiva com antigos aliados também poderá produzir novos desafios eleitorais, especialmente pela perda de tempo de televisão, estrutura partidária compartilhada e capilaridade política construída nas alianças regionais. O equilíbrio entre identidade partidária e capacidade de ampliar alianças tende a permanecer como um dos principais temas da estratégia eleitoral fluminense até o registro definitivo das candidaturas.
Enquanto as definições não são oficializadas, o movimento interno pela chamada "chapa pura" ganha força e passa a influenciar diretamente as negociações do PL para a sucessão estadual. A decisão final dependerá das deliberações da direção nacional da legenda e das composições políticas que ainda poderão ocorrer até a formalização das candidaturas.






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