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PF prepara novo relatório sobre citações a Moraes no celular de Daniel Vorcaro

  • 13 de fev.
  • 2 min de leitura

Documento será enviado a Edson Fachin e se soma a relatório já encaminhado sobre menções a Dias Toffoli; oposição cobra transparência total do STF



A Polícia Federal prepara um novo relatório sobre as menções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encontradas no celular do empresário mineiro Daniel Vorcaro. O documento será encaminhado ao presidente da Corte, o ministro Edson Fachin.


Na segunda-feira (9), a PF já havia enviado ao STF um relatório semelhante envolvendo citações ao ministro Dias Toffoli. Assim como no caso anterior, o material é classificado como “informação de Polícia Judiciária” e não traz pedido de suspeição ou afastamento — limita-se a relatar os achados das mensagens apreendidas.


A revelação reacende questionamentos sobre a proximidade entre integrantes da mais alta Corte do país e empresários envolvidos em negociações de grande porte no sistema financeiro.


Conforme noticiado pela coluna de Andreza Matais, Alexandre de Moraes esteve ao menos duas vezes na residência de Daniel Vorcaro, localizada no Lago Sul, área nobre de Brasília. Em uma das ocasiões, houve breve conversa entre o ministro e o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.


Posteriormente, Moraes divulgou nota negando ter participado de reunião com o presidente do BRB.


À época dos encontros, Vorcaro buscava viabilizar a venda do Banco Master ao BRB. Paralelamente, a esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, mantinha contrato de consultoria com o Banco Master no valor de R$ 129 milhões.


Embora não haja, até o momento, decisão judicial que aponte irregularidades, o conjunto de fatos levanta dúvidas sobre a necessidade de critérios mais rigorosos de transparência e impedimento envolvendo ministros da Suprema Corte.


Em um país onde decisões do STF têm impacto direto na política, na economia e até no processo eleitoral, a sociedade espera que qualquer suspeita seja esclarecida de forma objetiva, técnica e pública — sem blindagens institucionais.

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