Perfil de Alexandre de Moraes no X é desativado
- Nathy Souza

- 21 de fev. de 2025
- 2 min de leitura
Conta do ministro do STF apresenta uma mensagem informando que o perfil “não existe”...

Na manhã desta sexta-feira (21.fev.2025), os usuários da rede social X (antigo Twitter) foram surpreendidos ao perceber que o perfil do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, havia sido desativado. Agora, ao buscar pelo perfil, aparece a mensagem: "Esta conta não existe".
A assessoria do STF e do próprio ministro não confirmaram até o momento se a desativação foi uma escolha pessoal de Moraes ou resultado de algum tipo de restrição imposta pela plataforma.
Conflito com o Rumble e Questões de Liberdade de Expressão
Na 4ª feira (19.fev.2025), Pavlovski, disse que a plataforma de vídeos “não cumprirá” o que chamou de “ordens ilegais” do ministro do STF. “Oi, Alexandre. A Rumble não cumprirá suas ordens ilegais. Em vez disso, nos veremos no tribunal. Atenciosamente, Chris Pavlovski”, disse no post, marcando diretamente o perfil de Moraes na rede social.
A postura do CEO do Rumble ressoou entre defensores da liberdade de expressão, que vêm apontando Moraes como um dos principais responsáveis pelo avanço da censura no Brasil. A decisão do ministro de determinar o bloqueio de diversas contas e perfis que criticam a atuação do STF e do governo federal tem gerado amplo debate sobre os limites do poder judicial e a preservação dos princípios democráticos.


O processo foi protocolado em um tribunal federal, em Tampa, cidade americana no Estado da Flórida. A ação se dá um dia depois da Procuradoria Geral da República (PGR) enviar uma denúncia formal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposto envolvimento em um plano de golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022. Moraes é o relator do caso.
As empresas acusam Moraes de censurar o discurso político nos EUA ao ordenar a remoção do perfil no Rumble de Allan dos Santos, que é descrito na ação como “um dissidente político, conservador brasileiro”.
O documento destaca que Moraes teria conduzido “uma campanha de censura a opositores políticos no Brasil”, principalmente desde a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cita a suspensão de 150 contas de críticos do governo e os bloqueios de como X (ex-Twitter) e Starlink em 2024.
Eis os pedidos feitos na ação judicial:
declaração de que as ordens de Moraes não podem ser aplicadas nos EUA;
proibição de que empresas como Apple e Google removam o aplicativo da Rumble devido a ordens do STF;
proteção legal para que Rumble e TMTG não sejam forçadas a cumprir censura estrangeira.
Aguardamos um posicionamento oficial do ministro ou de sua assessoria sobre o ocorrido. Até lá, o episódio continua a alimentar o debate sobre a liberdade de expressão e os limites do poder judicial no Brasil.






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