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OAB-RJ denuncia intolerância religiosa em desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí

  • 18 de fev.
  • 2 min de leitura

Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Rio de Janeiro afirma que ala apresentada pela Acadêmicos de Niterói durante homenagem a Luiz Inácio Lula da Silva extrapolou os limites da liberdade artística e configurou intolerância religiosa contra valores cristãos e a família tradicional.



A seccional do Ordem dos Advogados do Brasil — Seção do Rio de Janeiro (OAB-RJ) reagiu com firmeza ao que classificou como um caso flagrante de intolerância religiosa e desrespeito aos valores cristãos e à família tradicional no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que aconteceu na última domingo na Marquês de Sapucaí em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Na nota oficial divulgada na terça-feira, a OAB-RJ afirmou que qualquer manifestação que ridicularize ou menospreze comunidades de fé, especialmente cristãos — que representam a maioria dos brasileiros — é uma afronta direta à Constituição e aos compromissos internacionais do país, além de ferir o princípio da liberdade religiosa consagrado no artigo 5º da Carta Magna.


A controvérsia gira em torno de uma das alas do desfile que retratou foliões fantasiados como “latas ambulantes de família em conserva”, supostamente uma crítica a segmentos conservadores e religiosos que tradicionalmente defendem a família formada por homem, mulher e filhos. Essa representação virou alvo de críticas contundentes de opositores de Lula e de entidades como a OAB, que apontaram a ação como manobra de ataque político disfarçada de arte, ultrapassando os limites da manifestação cultural para cair na zombaria e desrespeito às crenças.


A repercussão política foi imediata. Parlamentares já acionaram a Procuradoria-Geral da República, alegando que o episódio pode configurar preconceito religioso e até crime, por ter sido transmitido ao vivo para todo o Brasil e o exterior, num evento que deveria celebrar a cultura nacional, não denegrir valores que sustentam milhões de brasileiros.


Para a OAB-RJ, instituições culturais e eventos públicos não podem servir de palco para ataques ideológicos ou para a desconstrução de tradições e crenças que são legítimas e protegidas pela lei. A entidade apontou que essa postura não só divide o país como coloca em risco a convivência pacífica entre diferentes grupos de fé e valores.


Críticos do enredo destacam que a alegação de “artisticidade” não justifica a ridicularização de uma parcela da sociedade, e que políticas culturais devem respeitar a diversidade de crenças e a sensibilidade de milhões de brasileiros que se identificam com valores familiares tradicionais.

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