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A "picanha" prometida virou acém a R$ 47 o quilo.

  • 7 de jul.
  • 2 min de leitura

Em 2020, durante a pandemia, o mesmo corte, historicamente conhecido por ser uma opção barata e popular, era facilmente encontrado nos açougues por valores entre R$ 18 e R$ 25 o quilo.



A conta chegou, e ela é salgada. Uma foto que circula com força nas redes sociais voltou a indignar os brasileiros e resume perfeitamente a realidade do bolso do trabalhador: uma peça de apenas 1,5 kg de acém sendo vendida pelo valor absurdo de R$ 74,38.


O flagrante mostra que o quilo do acém bateu a casa dos R$ 46,90. Para quem não se lembra, em 2020, o mesmo corte, historicamente conhecido por ser uma opção barata e popular, era facilmente encontrado nos açougues por valores entre R$ 18 e R$ 25 o quilo.


O sumiço da picanha e a realidade do acém


A disparada no preço do acém expõe a distância entre as promessas de campanha do atual governo e a realidade dos supermercados. A tão propagada "picanha com cerveja" prometida pelo PT virou piada de mau gosto; hoje, a classe média e as famílias de menor renda lutam para conseguir comprar carne de segunda.


O acém, que sempre foi o aliado do orçamento familiar pelo bom custo-benefício, virou artigo de luxo sob a atual gestão econômica.


A inflação no prato: O preço do quilo do acém praticamente dobrou em comparação com o período de 2020, sufocando o poder de compra do brasileiro.

O peso do Custo Brasil e a asfixia do produtor


Enquanto o consumidor sofre na gôndola, o setor produtivo, o agronegócio que carrega o país nas costas, também enfrenta o aumento brutal nos custos de produção pecuária, impulsionado pela inflação acumulada e pela falta de políticas firmes de incentivo a quem produz. A desvalorização da nossa moeda frente ao dólar e o apetite do mercado externo terminam por pressionar os preços internos, penalizando quem está na ponta final: o cidadão comum.


O cenário atual deixa claro que a receita de impostos altos e descontrole fiscal tem uma consequência direta. O resultado desse modelo econômico é sentido diariamente no bolso: o trabalhador gasta cada vez mais para levar muito menos para casa, e a carne bovina vai se tornando um item cada vez mais escasso na mesa dos brasileiros.

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