O "Salto" Milionário: Patrimônio de Alexandre de Moraes Triplica e Chega a R$ 31,5 Milhões
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R$ 23 milhões em 5 anos: O silêncio de Moraes e as compras à vista do escritório Barci de Moraes que intrigam Brasília.

Enquanto o brasileiro comum luta para fechar as contas diante de um cenário econômico desafiador, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), parece viver uma realidade paralela de prosperidade absoluta. Registros em cartório revelam que o patrimônio imobiliário do magistrado — pivô de diversas decisões controversas contra o campo conservador — mais do que triplicou desde que assumiu sua cadeira na Corte, em 2017.
De acordo com os dados levantados, o valor total dos imóveis de Moraes saltou de R$ 8,6 milhões, na época de sua indicação por Michel Temer, para impressionantes R$ 31,5 milhões.
Compras à Vista e o Escritório da Família
O que mais chama a atenção no crescimento vertiginoso dos bens do ministro é a forma como as aquisições foram realizadas. Somente nos últimos cinco anos, Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembolsaram R$ 23,4 milhões em imóveis comprados à vista.
As transações milionárias, localizadas em áreas nobres de Brasília e São Paulo, ocorreram em grande parte por meio do escritório Barci de Moraes, onde Viviane figura como sócia ao lado dos filhos do casal. Como o regime de casamento é de comunhão parcial, os bens integram o patrimônio comum do ministro.
O Contraste Ético
Para muitos críticos e parlamentares da ala bolsonarista, o enriquecimento meteórico levanta questionamentos sobre a blindagem e a influência que cercam as cúpulas do Judiciário em Brasília. Enquanto o ministro utiliza sua caneta para conduzir inquéritos polêmicos, sua estrutura familiar movimenta dezenas de milhões de reais em transações imobiliárias sem a necessidade de financiamentos bancários.
Até o momento, o "xerife" do STF e sua esposa optaram pelo silêncio, não se manifestando sobre o aumento exponencial de sua fortuna pessoal. Para os defensores da transparência pública, o caso reforça a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa sobre os membros da Suprema Corte, que gozam de prerrogativas e salários distantes da realidade do povo que, em tese, deveriam servir.






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