FIM DA A BLINDAGEM: Mendonça autoriza cruzamento de dados do banco Master com roubo do INSS
- 27 de fev.
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Após assumir lugar de Toffoli, Mendonça devolve autonomia à PF para caçar operadores que sangraram a Previdência e usaram o banco para ocultar recursos.

A faxina começou. O ministro André Mendonça, novo relator do "Caso Master" no Supremo Tribunal Federal (STF), imprimiu um novo ritmo às investigações que miram um dos maiores escândalos financeiros recentes. Em reunião estratégica com a Polícia Federal, o ministro sinalizou positivamente para o cruzamento de dados que pode implodir um esquema bilionário de corrupção.
O foco central da PF agora é unificar as pontas de dois grandes escândalos: a tentativa de venda irregular do Banco Master ao BRB e o desvio criminoso de recursos de aposentados e pensionistas do INSS.
Investigadores acreditam que o Banco Master não apenas administrou recursos desviados da Previdência, como utilizou a mesma estrutura financeira e os mesmos operadores para lavar o dinheiro suado dos brasileiros. A suspeita é de um prejuízo superior a R$ 6 bilhões causado aos idosos do país.
Fim do "Freio de Mão" de Toffoli
A mudança de relatoria trouxe alívio aos investigadores. Sob o comando anterior de Dias Toffoli, a perícia estava restrita e centralizada. Agora, Mendonça:
Destravou as investigações: Devolveu a autonomia à PF e ampliou o número de peritos para analisar centenas de dispositivos eletrônicos.
Limpeza interna: Policiais que eram ligados à gestão de Toffoli foram afastados do acesso aos dados.
Prazo curto: A PF tem 60 dias para entregar um relatório robusto que aponte as autoridades com foro privilegiado envolvidas no esquema.
Milícias Digitais e Lavagem de Dinheiro
Além do rombo no INSS, a PF avança sobre a suposta contratação de influenciadores digitais para atacar o Banco Central e tentar blindar o banco após sua liquidação. Há também suspeitas gravíssimas de ligação com a Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro para o crime organizado através de fundos de investimento.
O recado é claro: o tempo da impunidade e das investigações seletivas parece estar chegando ao fim. O cruzamento desses dados promete revelar quem são os verdadeiros "donos" do esquema que sangrou os cofres públicos e as contas dos aposentados brasileiros.






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