Dívida caiu com Bolsonaro e dispara novamente sob o governo Lula
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Após recuar mais de 14 pontos do PIB no governo Bolsonaro, dívida volta a crescer e ultrapassa R$ 8,6 trilhões até 2025

Os números oficiais da dívida pública mostram uma mudança clara de rumo nas contas do Brasil nos últimos anos. Dados do Tesouro Nacional e do Banco Central indicam que, depois de uma forte redução no fim do governo de Jair Bolsonaro, a dívida voltou a crescer com força a partir de 2023, já sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante a pandemia, em 2020, o Brasil enfrentou um cenário excepcional. Gastos emergenciais fizeram a dívida bruta atingir cerca de 87,6% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior nível da história. A partir daí, no entanto, o país iniciou um processo de ajuste.
Com controle de despesas, teto de gastos e retomada da atividade econômica, a dívida começou a cair. Em 2021, recuou para aproximadamente 78,3% do PIB. Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, o índice caiu ainda mais, fechando em torno de 73,5% do PIB. Foi uma redução de cerca de 14 pontos percentuais em apenas dois anos.
Em valores absolutos, a dívida pública federal terminou 2022 em aproximadamente R$ 5,95 trilhões. Ou seja, além de cair em proporção ao tamanho da economia, o país encerrou o período com trajetória de maior previsibilidade fiscal.
Esse cenário começou a mudar a partir de 2023. Com a flexibilização das regras fiscais, aumento de gastos e sinais de menor compromisso com o equilíbrio das contas, a dívida voltou a crescer. Ao final de 2025, o estoque da dívida pública federal já somava cerca de R$ 8,6 trilhões.
Em relação ao PIB, a dívida subiu novamente para algo próximo de 78,7%. Na prática, isso representa um aumento de mais de 5 pontos percentuais em comparação com o nível deixado em 2022. Ainda em 2025, a dívida bruta chegou a ultrapassar a marca simbólica de R$ 10 trilhões, acendendo alertas no mercado financeiro e entre economistas.
A comparação entre os períodos é direta. Mesmo após enfrentar a maior crise sanitária do século, o governo Bolsonaro entregou o país com dívida em queda e contas mais organizadas. Já nos primeiros anos do novo governo, o Brasil voltou à rota do endividamento crescente.
O impacto desse movimento não fica apenas nos números. Dívida maior costuma significar juros mais altos, inflação pressionada e menos espaço para investimentos em áreas essenciais. No fim das contas, é a população que paga a conta.
Os dados oficiais deixam claro que responsabilidade fiscal não é questão ideológica, mas de gestão. E, mais uma vez, os números falam por si.






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