top of page

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha com briga e confusão

  • 26 de fev.
  • 2 min de leitura

Deputado Luiz Lima do partido Novo foi agredido com um soco no rosto por deputado petista



A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou hoje (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva — o Lulinha, filho do presidente da República, no âmbito das investigações sobre fraudes que lesaram milhões de beneficiários da Previdência Social. A votação simbólica ocorreu em meio a tensão e conflito aberto entre parlamentares, com governistas tentando barrar o requerimento do relator e acusando a oposição de “sabotagem” aos trabalhos.



O pedido para quebrar o sigilo foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), com base em indícios levantados pela Polícia Federal no curso da investigação conhecida como “Operação Sem Desconto”, que apura descontos não autorizados e esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os elementos citados na justificativa estão mensagens interceptadas em que o operador do esquema, Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, menciona repasses de valores ao “filho do rapaz”, interpretados como referência a Lulinha, e registros de voos de luxo juntos em Lisboa em 2024.


A medida, considerada por parlamentares de oposição como um passo decisivo para acabar com a blindagem que a base governista tentou impor, enfrentou forte reação da bancada do PT e aliados, que chegaram a questionar a contagem de votos e invocaram o regimento para tentar anular a votação. A sessão foi marcada por empurra-empurra, troca de acusações e até agressão física: o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) foi soco por um parlamentar petista durante o tumulto, episódio que escancarou ainda mais o clima de desordem e o desespero da base aliada.


Para a oposição, a aprovação representa um avanço no enfrentamento ao que veem como um esquema de proteção política a pessoas ligadas ao presidente e ao PT, sobretudo diante da gravidade das suspeitas que envolvem o uso de recursos desviados do INSS para beneficiar terceiros próximos ao Palácio do Planalto. Parlamentares como Marcel van Hattem (Novo-RS) e Caroline de Toni (PL-SC) classificaram a decisão como a quebra definitiva da blindagem e defenderam que as investigações sejam aprofundadas.


Embora a defesa de Lulinha tenha ingressado com ação no Supremo Tribunal Federal contestando as alegações como “vilanias e fofocas”, a maioria da CPMI optou por seguir com a investigação e permitir que as autoridades competentes analisem os dados financeiros levantados.

Comentários


bottom of page