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Erika Hilton assume Comissão da Mulher na próxima semana

  • 9 de mar.
  • 2 min de leitura

Deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG) usa Dia da Mulher para oficializar a indicação da parlamentar trans para presidir comissão



Em um movimento que escancara o avanço da agenda identitária sobre os espaços conquistados pelas mulheres, o Psol utilizou as manifestações do Dia Internacional da Mulher (8/3) para anunciar a indicação de Erika Hilton (PSOL-SP) à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. O anúncio, feito pela deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG) em pleno ato político em Belo Horizonte, oficializa a primeira vez que o colegiado feminino será liderado por um parlamentar transexual.



A escolha da data para o anúncio foi vista por parlamentares da oposição como uma provocação direta e um símbolo da perda de espaço das mulheres biológicas. O gesto consolida uma tendência de apagamento feminino no Legislativo, onde uma comissão criada especificamente para proteger e representar o sexo feminino passa a ser ocupada por um indivíduo que não compartilha da realidade biológica e histórica das mulheres.


A desvirtuação da pauta feminina


Sob a liderança de Hilton, a expectativa é que a comissão deixe de ser um porto seguro para as demandas exclusivas das mulheres e se torne um reduto de pautas progressistas radicais. A principal crítica reside na diluição do conceito de mulher em favor de uma agenda de gênero que ignora a realidade factual:

  • Substituição da identidade feminina: O foco passa a ser a "diversidade", priorizando políticas que equiparam a autodeclaração de gênero à biologia, retirando, na prática, o protagonismo das mulheres reais em suas próprias lutas.

  • Risco às políticas específicas: Existe o receio de que pautas vitais, como o apoio à maternidade, o combate ao câncer de mama e a proteção de espaços segregados (banheiros e vestiários), percam prioridade para o financiamento de procedimentos de transição de gênero.

  • Uso político da data: O uso do 8 de março para promover essa transição no comando da comissão é interpretado como uma tentativa de reescrever o significado da data, substituindo a celebração da mulher biológica pela celebração da ideologia de gênero.


Bancadas conservadoras e a Frente Parlamentar Evangélica já articulam resistência contra a formalização do nome, prevista para a próxima quarta-feira (11/3). O argumento central é que a ocupação deste espaço por um parlamentar trans representa o fim da exclusividade feminina em um dos poucos espaços de poder que lhes restavam. Para a oposição, permitir que um homem biológico dite as regras sobre o universo feminino é um retrocesso que ignora os anseios da maioria da população brasileira e desvirtua a finalidade histórica do colegiado.


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