CCJ recua e desiste de antecipar sabatina de indicado de Lula ao STF
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Presidente da CCJ, Otto Alencar afirmou que manteve a data da sabatina para a próxima quarta-feira (29/4)

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Otto Alencar (PSD-BA), decidiu manter para o dia 29 de abril a sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A mudança ocorre após tentativa de antecipação da sabatina, que havia sido cogitada para o dia 28. Nos bastidores, a justificativa oficial envolve o risco de esvaziamento da comissão por conta do feriado do Dia do Trabalhador, o que poderia comprometer o quórum necessário.
Apesar da explicação técnica, o episódio expõe mais um capítulo das dificuldades políticas em torno da indicação de Messias, que já se arrasta há meses no Senado. O nome do atual chefe da Advocacia-Geral da União foi anunciado por Lula há quase cinco meses, mas enfrenta resistências e articulações internas desde então.
A demora incomum reforça a leitura de que a indicação não avança de forma natural, dependendo de negociações políticas intensas para garantir apoio suficiente entre os senadores — cenário que evidencia a fragilidade do governo nesse tipo de votação estratégica.
Otto Alencar afirmou que formalizou a manutenção da data após reuniões com o próprio indicado, sinalizando a tentativa de organizar o cronograma e evitar novos desgastes.
A sabatina será uma etapa decisiva. Para avançar ao STF, Messias precisará não apenas passar pela CCJ, mas também conquistar pelo menos 41 votos no plenário do Senado — número que, diante do ambiente político atual, ainda não é considerado garantido.
Nos bastidores de Brasília, a avaliação é que a votação servirá como um termômetro da base de apoio do governo Lula no Congresso, especialmente em temas sensíveis como indicações ao Supremo, que tradicionalmente envolvem forte disputa de influência entre os Poderes.






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