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Povo brasileiro dá as costas ao STF e confiança na Corte despenca

  • 12 de mar.
  • 2 min de leitura

Pela primeira vez desde o fim de 2022, a desconfiança supera o apoio ao tribunal. O ativismo judicial e o sentimento de perseguição política parecem finalmente cobrar o seu preço na opinião pública.



O castelo de marfim da Praça dos Três Poderes está balançando. Uma nova pesquisa do Instituto Quaest, divulgada nesta quinta-feira (12), confirmou o que as ruas já gritavam: a confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF) está em queda livre. Em apenas sete meses, o índice de brasileiros que afirmam confiar na Corte derreteu de 50% para parcos 43%.


O dado mais alarmante para os ministros — mas previsível para quem acompanha o cenário político — é que a desconfiança agora supera a confiança.


É a primeira vez que isso acontece desde novembro de 2022, evidenciando um divórcio crescente entre a cúpula do Judiciário e o cidadão comum.


O preço do arbítrio


Para analistas conservadores, o resultado reflete o cansaço da população diante de sucessivos episódios de ativismo judicial, censura prévia e o que muitos chamam de "perseguição implacável" contra lideranças da direita, especialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.


Enquanto a Corte se foca em inquéritos controversos e prisões que desafiam o devido processo legal, o brasileiro médio sente que a Constituição Federal está sendo usada como instrumento político, e não como garantia de direitos.


Divisão ideológica


Os números detalhados mostram que o abismo é ideológico. Enquanto a confiança no STF ainda respira por aparelhos entre os apoiadores do atual governo (que veem na Corte um escudo para sua agenda), entre os eleitores de direita a rejeição é quase absoluta.


Na pesquisa anterior (agosto/2025), o índice de quem não confiava no tribunal era de 47%. Agora, esse número saltou para 49%. O número de indecisos também cresceu (de 3% para 8%), sugerindo que até mesmo quem tentava ser isento está começando a ver com maus olhos a atuação dos magistrados.


O clamor por limites


O levantamento da Quaest surge em um momento em que a sociedade civil e parlamentares de oposição intensificam a pressão por medidas que limitem o poder dos ministros, como o fim das decisões monocráticas e a imposição de mandatos fixos.


O recado das urnas subjetivas da Quaest é claro: o STF precisa voltar ao seu papel constitucional de "juiz" e abandonar o figurino de "justiceiro político", sob o risco de perder totalmente a legitimidade perante a nação que deveria servir.

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