Polícia Federal afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão e exige entrega de arma
- 26 de fev.
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Para os interlocutores da família Bolsonaro, o processo administrativo é um pretexto para punir Eduardo por sua relevância internacional na denúncia de abusos de autoridade

Em mais um capítulo do que aliados classificam como uma "caçada política implacável", a Polícia Federal determinou, nesta quinta-feira (26), o afastamento preventivo de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão. A decisão, que ignora o contexto de exílio político do ex-parlamentar, foca em um processo administrativo por suposto abandono de cargo na delegacia de Angra dos Reis (RJ).
Pontos centrais da retaliação:
Exílio forçado: Eduardo permanece nos Estados Unidos desde março de 2023, onde denuncia ao mundo a erosão das liberdades democráticas no Brasil. Ele afirma ser alvo de uma perseguição coordenada que torna seu retorno ao país um risco à sua integridade.
Afastamento e desarmamento: A portaria exige a entrega da carteira funcional e do armamento em cinco dias, uma medida vista por apoiadores como uma tentativa de humilhação pública e desamparo de um policial que sempre defendeu a categoria.
Pressão no STF: Somando-se ao cerco administrativo, a Primeira Turma do STF aceitou, no último dia 19, uma denúncia da PGR por suposta obstrução de Justiça. A defesa, no entanto, sustenta que as acusações são genéricas e visam criminalizar a atuação política de um dos principais nomes da oposição.
O "Crime" de ser oposição
Para os interlocutores da família Bolsonaro, o processo administrativo é um pretexto técnico para punir Eduardo por sua relevância internacional na denúncia de abusos de autoridade. Enquanto o sistema tenta carimbar sua ausência como "abandono", o ex-deputado — que teve seu mandato cassado em uma decisão controversa em 2025 — reforça que sua luta agora ocorre no palco global, longe do alcance imediato de ordens que considera ilegítimas.






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