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Parlamentar Trans do PSOL tem sua filiação rejeitada pelo PT

26 de fev.
2 min de leitura

A máscara da "diversidade" cai em Niterói, RJ: Benny Briolly, isolada no PSOL após sucessivos desgastes, tenta abrigo no Partido dos Trabalhadores, mas é barrada pela cúpula municipal. Onde está o discurso do "todes"?



A parlamentar trans que ocupa uma cadeira na Câmara Municipal de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, Benny Briolly (PSOL-Niterói) parece ter chegado ao fim da linha em sua atual legenda.


Conhecida por uma postura frequentemente classificada como insubordinada e por colecionar desavenças com seus próprios correligionários, Briolly vê seu capital político derreter. O desgaste interno no PSOL não é de hoje: críticas à sua falta de postura institucional e a resistência em seguir diretrizes partidárias criaram um abismo entre ela e a base do partido apesar de todo o barulho que Benny consegue fazer quando o assunto são as pautas identitárias de gênero tão defendidas pelo Partido Socialista e liberdade.


O golpe de misericórdia veio com a definição das estratégias para as eleições deste ano. Sem espaço e sem apoio para pleitear uma vaga na Câmara Federal , já que o PSOL prioriza a reeleição de Talíria Petrone, Benny se viu encurralada e sem palanque.


Sem saída, a parlamentar buscou abrigo naquela que seria, teoricamente, a "casa de todos": o Partido dos Trabalhadores. No entanto, a recepção não foi a de "tapete vermelho" que a narrativa identitária costuma prometer.



Em uma Nota Oficial contundente (imagem acima), a Direção Municipal do PT de Niterói classificou como "inaceitável" o processo de filiação da vereadora sem consulta prévia às instâncias locais. O documento deixa claro que a chegada de Briolly fere a "unidade política" e a "coerência programática" do partido na cidade.


Na prática, o PT fechou as portas e trancou a fechadura.


O episódio escancara a fragilidade do discurso da esquerda brasileira.


Enquanto Lula e seus aliados utilizam as pautas LGBT e as minorias como massa de manobra eleitoral, o pragmatismo do poder fala mais alto na hora de dividir o fundo partidário e o espaço político.


O questionamento que fica é: Se o PT é o partido da inclusão e da defesa das minorias, por que rejeitar uma parlamentar trans que busca filiação?


A militância que costuma apontar o dedo e acusar qualquer crítico de "fobia" agora se cala diante da burocracia do próprio partido. Se a rejeição viesse de um partido de direita, o barulho seria ensurdecedor. Como vem de dentro da esquerda, o silêncio é cúmplice.


A rejeição de Benny Briolly pelo PT é a prova cabal de que, para a esquerda, a ideologia termina onde o interesse eleitoreiro começa. O discurso do "governar para todes" se mostrou, mais uma vez, uma peça de marketing para enganar incautos. Resta saber: a militância terá coragem de chamar a executiva do PT de transfóbica, ou vão admitir que a "causa" só serve quando não atrapalha o projeto de poder?


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